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António Costa: “As alterações climáticas não são notícias falsas”
Perante as Nações Unidas, o presidente do Conselho Europeu apelou ao investimento na descarbonização para alcançar a soberania energética de cada país e competitividades das economias.
26 Set 2025 - 09:44
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António Costa, presidente no Conselho Europeu | Foto: UE
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António Costa, presidente no Conselho Europeu | Foto: UE
“As alterações climáticas não são notícias falsas. São um facto cientificamente comprovado que afeta o nosso presente e o nosso futuro”, afirmou o presidente do Conselho Europeu, no seu discurso, nesta quinta-feira, na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. “A destruição e as mortes causadas por incêndios, inundações e furacões não são invenções: são algo muito real”, acrescentou.
O antigo-primeiro ministro destacou também a necessidade de investir na descarbonização para alcançar a soberania energética de cada país e competitividades das economias, reassumindo o compromisso da União Europeia para com o Acordo de Paris e reduzir as emissões em 55% até 2030 e a neutralidade climática até 2050.
António Costa assegurou que a UE vai continuar a “promover ativamente a proteção dos nossos oceanos, pulmões e salva-vidas do nosso planeta” e congratulou-se com a recente ratificação do Tratado das Nações Unidas sobre o Alto Mar para salvaguardar a biodiversidade para além das jurisdições nacionais. “O desenvolvimento sustentável também significa construir alianças, não dependências”, referiu.
O presidente do Conselho destacou também o Programa Global Gateway, através do qual a União Europeia está a mobilizar 300 mil milhões de euros até 2027 em investimentos sustentáveis e de conectividade em todo o mundo. “Uma contribuição decisiva para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável”, anuiu.
Costa salientou ainda que a União Europeia, juntamente com os seus Estados-membros, representa 42% da ajuda mundial ao desenvolvimento. “Somos os principais doadores da Organização Mundial da Saúde, da UNICEF e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Lideramos, e continuaremos a liderar, a solidariedade global, mesmo nestes momentos de grandes restrições financeiras que afetam o sistema das Nações Unidas”, referiu.
Por último, defendeu que é preciso avançar na reforma da arquitetura financeira internacional na gestão da dívida, para que seja “mais justa, mais inclusiva e adaptada aos desafios atuais”. Perante a assembleia mundial de países, o representante da UE assegurou que o espaço europeu “é um parceiro global. A União Europeia e os seus Estados-membros são fiéis apoiantes políticos e os maiores doadores coletivos das Nações Unidas, como pilar do sistema multilateral. Estamos a trabalhar em estreita colaboração com outros parceiros regionais. É por isso que estamos a construir parcerias comerciais e industriais mais fortes em todo o mundo”.
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