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António Costa: “Não temos um problema de financiamento, mas sim de afetação de recursos”
O presidente no Conselho Europeu defende que é preciso reformar as instituições financeiras internacionais, de forma a conseguir implementar os ODS. E apelou ao envolvimento dos privados “de forma mais sistemática” nesse financiamento.
24 Set 2025 - 16:41
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António Costa, presidente no Conselho Europeu | Foto: UE
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António Costa, presidente no Conselho Europeu | Foto: UE
Num discurso na Primeira Cimeira Bienal para uma Economia Global Sustentável, Inclusiva e Resiliente, no âmbito da 80.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta quarta-feira, em Nova Iorque, António Costa defendeu que não existe um problema de financiamento para implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Não temos um problema de financiamento, mas sim de afetação de recursos”, referiu o presidente do Conselho Europeu, acrescentando que, ano após ano, faltam 4 biliões de dólares para essa implementação.
Para ultrapassar esta lacuna de financiamento, “precisamos de reformar as instituições financeiras internacionais”, referiu Costa, salientando que devem ser “mais inclusivas, eficientes e representativas, onde mais soluções possam ser apresentadas por mais países à mesa”.
Costa apelou ao financiamento de todas as fontes e não apenas públicas. “Devemos envolver o setor privado de forma mais sistemática. E temos de aumentar a capacidade de empréstimo dos bancos multilaterais de desenvolvimento e melhorar os processos de alívio da dívida”. Salientou o “Compromisso de Sevilha” como um avanço decisivo, mas que agora tem de ser implementado.
O presidente do Conselho destacou ainda o papel da União Europeia neste trajeto, representando 42% da ajuda pública ao desenvolvimento global. “Somos também o principal financiador mundial do desenvolvimento e do combate às alterações climáticas”, sublinhou.
Costa garantiu que a região está bem encaminhada para cumprir o objetivo de mobilizar 300 mil milhões de euros em investimentos até 2027, para projetos sociais, digitais e verdes em todo o mundo. “Estes não são apenas objetivos essenciais para melhorar a qualidade de vida, mas também contribuem para a prosperidade global. Uma prosperidade justa e partilhada por todos. Há muito trabalho pela frente”, concluiu.
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