2 min leitura
Apenas 20% da indústria transformadora diz ter cadeias de abastecimento preparadas para a circularidade
Estudo global apura que as empresas reconhecem cada vez mais o potencial económico da circularidade, mas escalar as suas cadeias de abastecimento continua a ser um "desafio complexo".
18 Nov 2025 - 14:00
2 min leitura
Foto: Adobe Stock/Littlewolf1989
- Águas do Alto Alentejo apresentou candidaturas de 9,4 milhões para renovar redes desde janeiro
- Viseu passa a ter transportes públicos gratuitos para residentes a partir de hoje
- Governo canaliza 4,5 ME para apoiar agricultores e produtores florestais com projetos de sequestro de carbono
- Porto com informação sobre autocarros em tempo real no WhatsApp
- Zona de Emissões Reduzidas de Lisboa vai ter “gémeo digital” para testar políticas públicas
- Câmara de Gavião manifesta-se contra projeto fotovoltaico da Endesa
Foto: Adobe Stock/Littlewolf1989
Um inquérito feito à indústria transformadora a nível global revela que 79% das empresas acreditam que a circularidade é fundamental para o seu negócio, porém, apenas 20% consideram ter cadeias de abastecimento preparadas para esse processo. O estudo mostra que o atraso na adaptação a um modelo circular se deve a custos elevados das operações e logística, rentabilidade e oportunidade insuficientes para convencer os negócios, tecnologias limitadas e desorganização interna.
“A questão já não é saber se a circularidade é importante, mas sim como pode ser implementada em larga escala”, afirma Álvaro Pires, sócio da Bain & Company. “As empresas reconhecem cada vez mais o potencial económico da circularidade, mas escalar as suas cadeias de abastecimento continua a ser um desafio complexo. Com uma clara definição das prioridades e com os modelos adequados, as empresas poderão transformar a circularidade numa fonte de crescimento e de resiliência”, argumenta.
Dos 500 executivos questionados, de 10 setores industriais, 95% afirmam que a circularidade será importante para as suas empresas em três anos, enquanto dois terços descrevem-na como “muito importante”. Já 80% espera que o crescimento de receita proveniente deste modelo ultrapasse os valores médios das empresas e 70% antecipam mesmo margens de lucros mais elevadas do que nas atividades lineares.
Em resposta aos desafios encontrados, o relatório, desenvolvido pela Bain & Company, pelo Fórum Económico Mundial e pela Universidade de Cambridge, identifica três estratégias. Dizem às empresas para se focarem em produtos com maior valor residual e fluxos de retorno previsíveis, bem como em segmentos de clientes abertos a ofertas circulares. Depois, sugerem a combinação de fluxos lineares e circulares num formato híbrido. Em terceiro lugar, o relatório destaca quatro fatores-chave para a expansão: tecnologia e dados; pessoas e cultura; fianças e investimento; política e regulação.
- Águas do Alto Alentejo apresentou candidaturas de 9,4 milhões para renovar redes desde janeiro
- Viseu passa a ter transportes públicos gratuitos para residentes a partir de hoje
- Governo canaliza 4,5 ME para apoiar agricultores e produtores florestais com projetos de sequestro de carbono
- Porto com informação sobre autocarros em tempo real no WhatsApp
- Zona de Emissões Reduzidas de Lisboa vai ter “gémeo digital” para testar políticas públicas
- Câmara de Gavião manifesta-se contra projeto fotovoltaico da Endesa