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Apenas 20% dos resíduos plásticos na UE são reciclados
Se a cadeia de valor dos plásticos da UE fosse um país, seria o quinto maior emissor europeu, indica um novo relatório da Comissão Europeia.
12 Ago 2025 - 13:25
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Foto: Adobe Stock/Lovelyday12
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Apenas 20% dos resíduos plásticos gerados na União Europeia em 2022 foram reciclados, segundo o relatório “Plastics materials flows in the EU-27 and their environmental impacts”, publicado a 30 de julho pelo Centro Comum de Investigação (JRC) da Comissão Europeia.
Nesse ano, a UE consumiu 62,8 milhões de toneladas de plástico, o equivalente a 140 quilos por pessoa, e gerou 42,5 milhões de toneladas de resíduos plásticos, dos quais 80% acabaram incinerados ou depositados em aterro.
Do total consumido, 92% (quase 58 milhões de toneladas) foi produzido internamente, enquanto as importações foram particularmente relevantes no setor têxtil, que representa 32,4% de todo o plástico importado.
A produção e o consumo de plástico, considerando todo o ciclo de vida, geraram mais de 252 milhões de toneladas de emissões de carbono, sendo os processos de fabrico responsáveis por 58% dos impactos climáticos. Se a cadeia de valor dos plásticos da UE fosse um país, seria o quinto maior emissor europeu.
O setor das embalagens lidera tanto no consumo como na produção de resíduos, representando quase metade do lixo plástico produzido. Graças a sistemas de recolha mais consolidados, cerca de 35% destes resíduos são encaminhados para reciclagem, valor muito superior ao registado em fluxos como os têxteis, onde apenas 1,5% é reciclado.
O estudo mostra ainda que 3,7 milhões de toneladas de plástico (6% do consumo total europeu) foram perdidas para o ambiente, sobretudo no solo, mas também em ambientes aquáticos, com 0,7 milhões de toneladas a chegarem às águas. Quase 45% destas perdas ocorreram durante a fase de consumo, devido ao descarte de embalagens, desgaste de pneus e lavagem de tecidos, enquanto 38% resultaram de má gestão de resíduos e perdas durante a incineração e deposição em aterro.
O relatório aponta caminhos para reduzir o impacto ambiental, como acelerar a transição para matérias-primas alternativas às fósseis virgens, incluindo resíduos plásticos e biomassa, aumentar o uso de plásticos de origem biológica e melhorar a recolha e triagem de resíduos. A combinação da reciclagem mecânica com a química, atualmente com um peso insignificante, é destacada como essencial para tratar materiais que não podem ser reciclados por outros métodos.
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