2 min leitura
Banco Standard Chartered fecha acordo inédito para vender créditos de carbono florestais no Brasil
Parceria entre o banco britânico e o estado do Acre pode render até 138 milhões de euros e beneficiará comunidades locais com 72% dos fundos.
07 Ago 2025 - 07:03
2 min leitura
Foto: Unsplash
- Economia circular no setor automóvel em discussão em Coimbra
- Reino Unido acelera energia eólica offshore com novas medidas de proteção ambiental
- Detetados microplásticos em alimentos infantis embalados em bolsas flexíveis
- Economia circular pode reduzir em 22% o impacto económico da UE nas alterações climáticas
- Lítio do Barroso com estudo de viabilidade definitivo previsto para julho e conformidade ambiental no final do ano
- Eólica e solar ultrapassam gás pela primeira vez a nível global num único mês
Foto: Unsplash
O banco britânico Standard Chartered e o estado do Acre, no Brasil, estabeleceram um acordo inédito, para comercializar créditos de carbono florestais jurisdicionais gerados por projetos de conservação da Amazónia.
A iniciativa poderá resultar na geração de até 5 milhões de créditos em 2026, com um valor estimado de até 150 milhões de dólares (cerca de 138 milhões de euros), avança a agência Reuters.
Vender créditos de carbono significa comercializar certificados que representam a redução de emissões de gases com efeito de estufa, neste caso, através da preservação da floresta. Cada crédito equivale a uma tonelada de CO₂ que deixou de ser emitida para a atmosfera.
Este é o primeiro acordo de uma grande instituição financeira internacional com um governo subnacional brasileiro neste formato.
“Estamos comprometidos em garantir que estes créditos sejam de elevada qualidade e que representem uma redução real de carbono”, afirmou Chris Leeds, diretor de desenvolvimento de mercados de carbono no Standard Chartered.
Segundo a agência noticiosa, 72% dos recursos líquidos obtidos com a venda dos créditos serão direcionados às comunidades locais e povos indígenas.
Os chamados créditos jurisdicionais são gerados a partir de programas estaduais ou nacionais e visam reduzir emissões por desmatamento, com mecanismos mais rigorosos para garantir a integridade ambiental.
Este movimento posiciona o Standard Chartered como um dos líderes no emergente mercado global de carbono e destaca o potencial de alianças entre governos locais e setor financeiro para a preservação da Amazónia.
- Economia circular no setor automóvel em discussão em Coimbra
- Reino Unido acelera energia eólica offshore com novas medidas de proteção ambiental
- Detetados microplásticos em alimentos infantis embalados em bolsas flexíveis
- Economia circular pode reduzir em 22% o impacto económico da UE nas alterações climáticas
- Lítio do Barroso com estudo de viabilidade definitivo previsto para julho e conformidade ambiental no final do ano
- Eólica e solar ultrapassam gás pela primeira vez a nível global num único mês