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Bancos globais continuam a privilegiar financiamento de combustíveis fósseis em detrimento de renováveis
Estudo conjunto de várias organizações não-governamentais indica mais do dobro do financiamento para a energia fóssil, entre 2021 e 2024, em relação à verde.
24 Set 2025 - 06:41
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Os principais bancos do mundo forneceram, entre 2021 e 2024, mais do dobro do financiamento para combustíveis fósseis do que para energias consideradas sustentáveis, de acordo com um estudo publicado na terça-feira por várias organizações não-governamentais (ONG).
A análise, conduzida em conjunto com organizações como a Reclaim Finance, a WWF, a Urgewald e a Rainforest Action Network, “mostra que os 65 maiores bancos (…) não estão no bom caminho para financiar a transição energética”, sublinharam os seus autores.
A nível global, as principais instituições bancárias (HSBC, JP Morgan, Santander, etc.) disponibilizaram 1.368 biliões de dólares (milhão de milhões) em financiamento para fontes de energia como a eólica e a solar durante o período, em comparação com mais do dobro (3.285 biliões de dólares) para os combustíveis fósseis.
Ou seja, por cada dólar gasto no financiamento de combustíveis fósseis, apenas 42 cêntimos são atribuídos à transição energética.
Esta proporção está longe de estar em linha com as recomendações da Agência Internacional de Energia (AIE), segundo as ONG, nem com as ambições do Acordo Climático de Paris de 2015, que visa reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e limitar o aquecimento global.
O estudo utilizou o âmbito das chamadas fontes de energia sustentáveis, um termo mais restritivo do que a categoria de energia renovável, segundo a Reclaim Finance, uma vez que exclui, por exemplo, a bioenergia ou certos projetos hidroelétricos.
Isto pode explicar as discrepâncias com os próprios dados dos bancos, quando os publicam.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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