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BEI e BID lançam guia global para acelerar investimento na natureza na COP30

Ferramenta promete unificar métricas, desbloquear financiamento e orientar decisões de investimento em conservação ambiental.

14 Nov 2025 - 17:40

3 min leitura

Foto: BEI

Foto: BEI

O Banco Europeu de Investimento (BEI) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apresentaram, com apoio do Governo brasileiro, um guia estratégico para padronizar métricas e impulsionar investimentos para a natureza e clima, durante a COP30.

O BEI e o BID revelaram o “Financiar a Natureza: Guia Prático para a Seleção de Métricas de Resultados”, uma ferramenta concebida para simplificar e orientar decisões de investimento em conservação ambiental. A proposta parte de uma constatação antiga: é difícil medir resultados reais num campo marcado por centenas de indicadores desconexos, o que acaba por abrandar investimentos.

Ambroise Fayolle, vice-presidente do BEI, lembrou que investimentos “positivos para a natureza” são decisivos para a resiliência climática e económica. Ilan Goldfajn, presidente do BID, reforçou a ideia, ao indicar que “não podemos gerir o que não medimos, e não podemos financiar o que não conseguimos explicar”. Adicionou que estas orientações “transformam ambição em ação ao fornecer aos profissionais métricas comuns sobre a natureza em que os investidores podem confiar”.

As estimativas globais indicam que, até 2030, serão necessários 300 mil milhões de dólares anuais para travar a perda de florestas e restaurar ecossistemas degradados. A fragmentação das métricas tem travado esse fluxo. O novo guia enfrenta o problema ao reunir análises de mais de 70 instituições e 156 métricas, promovendo indicadores que priorizam resultados, evitam “nature-washing” e reforçam a monitorização com participação comunitária. Flexível e voluntário, como descreve o BEI, o guia foi pensado para governos, instituições financeiras e organizações da sociedade civil.

No país anfitrião da COP30, as orientações já estão a ser testadas no Eco Invest Brasil, programa que combina preparação de projetos, financiamento misto e instrumentos de liquidez. Com mais de 4,2 mil milhões de dólares do Tesouro Nacional e 9 mil milhões mobilizados de bancos privados, surge um laboratório para ampliar o financiamento verde.

Em paralelo, o BEI apresentou avanços na segunda fase do seu Roteiro do Banco do Clima, que quer acelerar o investimento verde na Europa, duplicar o financiamento para adaptação e simplificar procedimentos até ao fim da década. Em 2024, o grupo, que inclui também o Fundo Europeu de Investimento, assinou 89 mil milhões de euros em novos financiamentos, grande parte direcionada para regiões de coesão e projetos de sustentabilidade ambiental.

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