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Brasil eletrifica rede de autocarros com apoio do Banco Mundial
Primeira fase do Programa Multifásico de Eletromobilidade conta com investimento de 500 milhões de dólares e vai introduzir 540 autocarros elétricos.
28 Dez 2025 - 10:38
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Foto: Freepik
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O Brasil está a avançar com a transição da sua rede de transporte público com a aprovação, pelo Banco Mundial, da primeira fase do Programa Multifásico de Eletromobilidade, em parceria com a Caixa Económica Federal. A iniciativa visa modernizar os sistemas de transporte nas cidades brasileiras, melhorar a qualidade dos serviços e reduzir emissões poluentes através da introdução de autocarros elétricos e da respetiva infraestrutura de apoio.
A fase inicial do programa representa um investimento de 500 milhões de dólares (cerca de 425 milhões de euros) e inclui a criação de uma linha de crédito nacional para substituir gradualmente os autocarros movidos a diesel por veículos elétricos, anuncia o Banco Mundial.
Este financiamento também prevê a modernização de terminais e postos de carregamento de autocarros elétricos, bem como das redes elétricas, além de assistência técnica às cidades e operadores locais.
Espera‑se que o programa fomente novos investimentos ao longo da cadeia de valor da mobilidade elétrica, gerando empregos em setores como fabrico, operações, manutenção e serviços especializados.
O Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil anunciou em novembro passado que, em 2035, o Brasil terá 48,5 mil autocarros eletrificados, sendo 43,5 mil puramente elétricos.
Primeira fase beneficia 1,3 milhões de residentes
A Fase 1 do projeto vai financiar a implementação de cerca de 540 autocarros elétricos e a construção de infraestruturas de carregamento e ligação à rede elétrica, beneficiando diretamente cerca de 1,3 milhões de residentes, bem como cerca de 280 mil utilizadores e condutores regulares. O Banco Mundial refere que a introdução de veículos mais limpos e serviços mais fiáveis contribuirá para reduzir o ruído urbano, as emissões de gases de efeito de estufa e a poluição atmosférica em áreas urbanas.
Uma grande parte dos fundos, nomeadamente 490 milhões de dólares (cerca de 417 milhões de euros), será dedicada a linhas de crédito específicas para a atualização de frotas elétricas e infraestrutura associada.
Adicionalmente, estão previstas medidas complementares como ciclovias e melhorias de acessibilidade.
O outro montante (10 milhões de dólares – cerca de 8,5 milhões de euros) será utilizado para fortalecer capacidades institucionais, apoiar a estruturação de projetos de mobilidade elétrica e desenvolver mecanismos de mercado de carbono.
A Caixa Económica Federal atuará como intermediária financeira e agência implementadora desta fase inicial.
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