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Brasil lança unidade móvel para tratamento de águas residuais industriais
Acelerador móvel de feixe de eletrões está instalado dentro de um camião e pode deslocar-se por todo o país e prestar serviços diretamente nas instalações industriais.
21 Dez 2025 - 10:30
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Foto: Adobe Stock/andrei310
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O Brasil colocou em funcionamento um acelerador móvel de feixe de eletrões de última geração, uma tecnologia inovadora destinada ao tratamento de águas residuais industriais, com potencial para reduzir a poluição e promover a reutilização da água em setores como o químico e o petroquímico.
Instalada no interior de um camião, a unidade pode deslocar-se por todo o país e prestar serviços diretamente nas instalações industriais. O sistema utiliza irradiação por feixe de eletrões para degradar compostos orgânicos tóxicos presentes nas águas residuais, tornando os tratamentos convencionais subsequentes mais eficazes e permitindo a reutilização da água tratada, segundo explica Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, na sigla inglesa).
A iniciativa resulta de uma parceria entre a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e a IAEA.
Segundo a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Luciana Santos, o projeto demonstra o papel da tecnologia nuclear na proteção ambiental. “Esta iniciativa já está disponível para as indústrias química e petroquímica e visa comprovar a eficácia da irradiação na preservação do ambiente”, afirmou num comunicado divulgado pela IAEA.
O acelerador, com 700 keV de energia e capacidade para tratar até 1000 metros cúbicos de águas residuais por dia, já foi testado em diferentes contextos industriais, incluindo projetos com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo e a Petrobras.
De acordo com a CNEN, o objetivo principal é demonstrar a viabilidade da tecnologia antes de investimentos em instalações permanentes. “A proposta é reutilizar a água tratada, por exemplo na indústria têxtil ou noutras aplicações industriais”, explicou Wilson Calvo, diretor de Investigação e Desenvolvimento da CNEN.
O projeto é o resultado de mais de uma década de colaboração entre o Brasil e a IAEA na área das tecnologias de radiação. Para a agência internacional, o acelerador móvel brasileiro poderá servir de modelo para outros países da América Latina e das Caraíbas, contribuindo para a melhoria da qualidade da água e a proteção dos recursos hídricos.
A iniciativa insere-se na estratégia da IAEA de expandir o acesso às tecnologias de feixe de eletrões, consideradas uma ferramenta promissora tanto para a indústria como para a proteção ambiental.
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