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Nova plataforma vai ajudar a desbloquear financiamento para projetos de bioeconomia

Objetivo é reduzir riscos financeiros para os investidores, reunir capital público e privado e criar normas claras de financiamento.

01 Mai 2026 - 10:39

3 min leitura

Foto: Freepik

Foto: Freepik

Chama-se Grupo de Implementação do Investimento na Bioeconomia (BIDG) e é uma nova plataforma da Comissão Europeia (CE) que vai ajudar a desbloquear financiamento para projetos de bioeconomia.

O objetivo é reduzir riscos financeiros para os investidores, reunir capital público e privado e criar normas claras de financiamento.

Apesar de já apoiar 17 milhões de empregos e gerar até 2,7 biliões de euros em valor económico, segundo a CE, muitos projetos inovadores de base biológica têm dificuldade em obter financiamento em fases críticas, como a passagem de testes em pequena escala para produção industrial completa. Esta lacuna de financiamento “pode travar a capacidade da Europa de transformar avanços científicos na biotecnologia e em materiais sustentáveis em indústrias reais”, assinala a Comissão.

Para resolver este problema, a CE e a Circular Bio-based Europe Joint Undertaking (CBE JU) reuniram bancos europeus, instituições promocionais nacionais, fundos de capital de risco e investidores institucionais para criar o BIDG.

A primeira sessão plenária do grupo vai decorrer em junho de 2026, onde será apresentado o plano de trabalho para 2026–2029.

Um estudo recente do Banco Europeu de Investimento, “Scaling up Europe’s bio-based industries”, confirma que o setor enfrenta lacunas estruturais de financiamento nas fases mais intensivas em capital da curva de inovação, nomeadamente, do piloto à demonstração e da demonstração à primeira implementação industrial e comercialização.

“Estas são fases em que o financiamento tradicional de projetos subestima o risco. O capital de risco disponível é insuficiente e as subvenções esgotam-se. Isto cria um ‘vale da morte’ persistente, que limita a capacidade da Europa de converter a sua liderança científica em biotecnologia e materiais sustentáveis em capacidade industrial, precisamente quando concorrentes globais utilizam instrumentos financeiros agressivos para atrair a produção de base biológica”, refere a CE.

O BIDG vai concentrar-se em quatro áreas principais alinhadas com o processo de financiamento. Nomeadamente, na conceção de melhores instrumentos financeiros. Por exemplo, no desenvolvimento de mecanismos de financiamento misto, partilha de risco e garantias adaptadas a projetos de longa duração de base biológica.

Uma segunda área de atuação será a criação de um pipeline de projetos financiáveis. Designadamente através do desenvolvimento de critérios comuns de viabilidade financeira, normas de due diligence e uma base de dados de projetos prontos para investimento, com o objetivo de acelerar processos e facilitar consórcios de financiamento para grandes projetos pioneiros.

Em terceiro lugar, o grupo vai trabalhar para melhorar a transparência através da monitorização e reporte. Tal vai incluir um verificador digital de elegibilidade alinhado com quadros de sustentabilidade e taxonomia, bem como metodologias para acompanhar fluxos de capital, colmatando falhas de dados existentes.

Por fim, pretende estabelecer uma maior ligação entre indústria e investidores, tentando conectar empresas em crescimento no setor de base biológica com instituições financeiras e empresas.

O grupo já inclui o Banco Europeu de Investimento, bancos promocionais nacionais e fundos especializados em descarbonização industrial. No entanto, a CE gostaria de ver mais investidores institucionais, como fundos de pensões e seguradoras, e também bancos comerciais.

 

 

 

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