2 min leitura
Brasil termina isenção fiscal para fabricantes chineses de veículos elétricos
Medida fim a um incentivo que favorecia especialmente as montadoras chinesas que atuam em regime de pré-montagem.
06 Fev 2026 - 10:15
2 min leitura
Foto BYD
- Alentejo2030 com 1 milhão de euros em concurso para promover economia circular nas PME
- Energias renováveis em segundo plano num encontro sobre energia em África
- Quercus junta-se a ação judicial contra extração de volfrâmio na Mina da Borralha
- Dois projetos de hidrogénio e amoníaco verde em Sines recebem títulos de implantação
- Alentejo2030 apoia formação em energias renováveis e economia do mar
- Bruxelas atribui 3,4 mil milhões de euros a 77 projetos de tecnologias limpas
Foto BYD
O Brasil encerrou uma isenção temporária de tarifas sobre veículos elétricos e híbridos com peças chinesas, elevando os custos para fabricantes como a BYD e encerrando um episódio de tensão com a indústria automóvel local.
A medida, que vigorava desde agosto de 2023, expirou a 31 de janeiro sem ser renovada, confirmaram fontes ao jornal de Hong Kong South China Morning Post, pondo fim a um incentivo que favorecia especialmente as montadoras chinesas que atuam em regime de pré-montagem.
Com o fim da isenção, as empresas voltam a pagar tarifas de importação de 35% sobre kits de montagem SKD (semi-knocked down) e CKD (completely knocked down), que anteriormente estavam sujeitos a taxas de 18% e 16%, respetivamente.
Na prática, os kits SKD chegam quase totalmente montados ao país e exigem pouca mão-de-obra local. Já os CKD incluem as peças separadamente para montagem no Brasil, mas ainda dependem maioritariamente de componentes importados.
A tarifa reduzida foi aprovada após um pedido da montadora chinesa BYD, que se preparava para iniciar operações de larga escala no Brasil.
A decisão gerou protestos de fabricantes tradicionais instalados no país, que acusaram o Governo de favorecer indevidamente empresas estrangeiras com baixa produção local.
Com o fim da isenção, empresas como a BYD e a Great Wall Motor enfrentam agora custos significativamente mais altos para operar no mercado brasileiro, a menos que acelerem os investimentos em produção nacional.
A decisão marca o fim de meses de atrito entre o Governo brasileiro, as montadoras chinesas e a indústria automóvel brasileira, que exigia equidade nas condições de concorrência.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
- Alentejo2030 com 1 milhão de euros em concurso para promover economia circular nas PME
- Energias renováveis em segundo plano num encontro sobre energia em África
- Quercus junta-se a ação judicial contra extração de volfrâmio na Mina da Borralha
- Dois projetos de hidrogénio e amoníaco verde em Sines recebem títulos de implantação
- Alentejo2030 apoia formação em energias renováveis e economia do mar
- Bruxelas atribui 3,4 mil milhões de euros a 77 projetos de tecnologias limpas