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Bruxelas lança primeiros contratos tripartidos para energia acessível na UE

Comissão Europeia inicia modelo nos setores de eólicas offshore e de armazenamento energético. Contratos anteveem preços acessíveis para produtores europeus.

16 Set 2025 - 15:23

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Foto: Adobe Stock/doomu

Foto: Adobe Stock/doomu

A Comissão Europeia vai avançar com os primeiros contratos tripartidos no setor da energia, começando pela eólica offshore e redes, e pelo armazenamento. O anúncio foi feito no início de setembro, em Copenhaga, pelo comissário para a Energia e Habitação, Dan Jørgensen.

O objetivo é garantir energia fiável e a preços acessíveis para os produtores europeus, enquanto se cria um clima favorável ao investimento, facilitando uma indústria competitiva.

Segundo o comissário, a capacidade instalada de renováveis offshore poderá atingir 88 GW até ao final da década e 360 GW até 2050. “Isto equivale à atual capacidade instalada de produção da Alemanha, Polónia e Grécia juntas”, esclareceu.

Já no armazenamento, a União Europeia estima ser necessário alcançar 200 GW até 2030 para integrar mais renováveis no sistema e reduzir a volatilidade dos preços.

O comissário indicou ainda que estas não seriam as únicas áreas tidas em conta: “A Comissão está atualmente a avaliar a utilidade de contratos para outros setores. Por exemplo, estamos a considerar o biometano, a eficiência energética, a energia nuclear, a integração energética dos centros de dados… para citar apenas alguns”.

O modelo de contratos tripartidos junta o setor público, produtores de energia e grandes consumidores industriais, e está previsto no Plano de Ação para a Energia Acessível, publicado em fevereiro deste ano. Na prática, as indústrias consumidoras de eletricidade comprometem-se a adquirir volumes definidos de energia renovável a preços previamente acordados. Por sua vez, os promotores de energias limpas avançam com a construção de novos parques eólicos para garantir essa produção. Finalmente, cabe aos governos e instituições financeiras públicas, que oferecem enquadramento regulatório e incentivos financeiros destinados a viabilizar e a assegurar estes acordos.

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