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Capacidade de energias renováveis a nível global deverá duplicar para 8.4TW até 2031

A energia solar fotovoltaica domina o mix global de capacidade renovável, representando cerca de 56,1% da capacidade total instalada. A energia eólica representa 33,5% e a bioenergia 5,3%.

12 Mar 2026 - 12:17

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Foto: Freepik

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A capacidade instalada mundial de energias renováveis deverá mais do que duplicar, nos próximos cinco anos, passando de 4,1 TW em 2025 para 8,4 TW até 2031, registando uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 13% durante este período, estima a GlobalData.

O crescimento é impulsionado por vários fatores, nomeadamente, pela elevada escalabilidade da implementação de energia solar fotovoltaica, pela contínua redução de custos e por políticas públicas cada vez mais favoráveis.

No relatório “Energia Renovável: Inteligência Estratégica”, a consultora global revela que a capacidade global de energias renováveis atingiu um novo máximo em 2025. A região Ásia-Pacífico liderou as instalações de energia eólica com 699,5 GW e a capacidade de solar fotovoltaica com 1.550 GW, com a China na liderança. Em grande parte do mundo, com a China como principal motor, o investimento e as novas capacidades em energias renováveis continuam a acelerar para níveis recorde, enquanto os Estados Unidos entram numa fase marcada por custos mais elevados, maior volatilidade e entregas de projetos mais lentas, estima a consultora.

“A energia solar fotovoltaica e a energia eólica continuarão a ser centrais na transição energética global. Em 2025, a energia solar fotovoltaica tornou-se a maior fonte de produção de eletricidade renovável, ultrapassando a eólica”, salienta Rehaan Aleem Shiledar, analista de energia da GlobalData. A organização estima que a produção eólica tenha atingido 2.770 TWh em 2025, em comparação com 2.800 TWh provenientes da energia solar fotovoltaica.

A implementação de energia fotovoltaica na China está a crescer rapidamente, impulsionada pelos objetivos de neutralidade carbónica, pelo forte investimento ao longo de toda a cadeia de abastecimento e pela acentuada redução de custos, que posicionou a energia solar entre as fontes de eletricidade mais baratas. Só a China gerou 1.150 TWh, representando cerca de 41% da produção global de solar fotovoltaico no ano passado.

Os Estados Unidos e a Índia surgem em seguida, com produções de 486 TWh e 189 TWh, respetivamente.

Em 2025, a energia solar fotovoltaica continuou a dominar o mix global de capacidade renovável, representando cerca de 56,1% da capacidade total instalada. A energia eólica seguiu-se com 33,5%, enquanto a bioenergia representou 5,3%.

Gráfico: GlobalData

IA catalisa crescimento

A inteligência artificial (IA) está a emergir como um importante catalisador de crescimento no setor das energias renováveis, funcionando cada vez mais como o “cérebro” do sistema para melhorar a eficiência, fiabilidade e rentabilidade. “Dada a natureza intermitente da produção de energia eólica e solar, a IA tornou-se essencial para processar e interpretar grandes volumes de dados, melhorar a previsão de geração, otimizar a gestão do armazenamento e coordenar operações de redes elétricas inteligentes”, salientam os analistas.

Os centros de dados estão também a emergir como um fator cada vez mais relevante no panorama das energias renováveis, impulsionados pelo aumento da procura de eletricidade associada às cargas de trabalho de IA. Em resposta, grandes operadores tecnológicos estão a acelerar investimentos em soluções energéticas sustentáveis para responder ao aumento da procura e cumprir compromissos de descarbonização. Por exemplo, a Google e a NextEra Energy anunciaram em dezembro de 2025 uma colaboração para desenvolver centros de dados de IA em escala de gigawatts alimentados por energia limpa, enquanto a Equinix estabeleceu parceria com a CleanMax para um projeto dedicado de energia renovável de 33 MW.

Aleem Shiledar destaca que, após mudanças nas políticas durante o segundo mandato do presidente Donald Trump, a expansão das energias renováveis está a evoluir a ‘duas velocidades’. Nomeadamente, o apoio federal dos EUA está a inclinar-se para os combustíveis fósseis e a afastar-se dos incentivos verdes, o que abranda a implementação e aumenta os custos, enquanto a transição energética global continua, impulsionada pela redução de custos, pela procura empresarial, pela economia das redes e por políticas fora dos EUA. “Em contraste, a economia de energia limpa da China está a acelerar. Em 2025, a energia limpa foi responsável por mais de 90% do crescimento incremental do investimento, e a produção e instalação de energias renováveis contribuíram para mais de um terço da expansão económica do país. Como resultado, as energias renováveis globais estão cada vez mais a dissociar-se da política federal dos EUA, com os EUA a enfrentar uma implementação mais lenta, enquanto o resto do mundo atinge níveis recorde de investimento e de novas capacidades”.

 

 

 

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