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Castro Almeida: Sines é “destino de investimento único”
Ministro da Economia destaca investimento de 657 milhões de euros da Repsol que posiciona Sines no centro da nova vaga de investimento industrial e energético ligada à transição climática.
15 Jan 2026 - 07:48
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Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial
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Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial
Sines consolida-se como um dos principais polos de atração de investimento industrial e energético em Portugal, alavancado por projetos de grande escala ligados à transição energética. No encerramento da conferência “Rumo ao Net Zero: Sines e os caminhos para a descarbonização da indústria”, que teve lugar nesta quarta-feira em Sines, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, classificou a região como um “destino de investimento único”, nomeadamente “pela natureza do seu porto, pela dimensão da sua plataforma industrial e pela complementaridade entre empresas, sendo a energia um fator cada vez mais diferenciador”.
O governante sublinhou ainda o investimento da Repsol como um projeto de interesse nacional que “merece pleno reconhecimento”. O Projeto Alba, um investimento de 657 milhões de euros, está classificado como Projeto de Interesse Nacional (PIN) e é considerado o maior investimento industrial realizado em Portugal na última década.
A conferência, organizada pela Fundação Repsol, reuniu decisores públicos e líderes empresariais para debater os desafios da competitividade europeia e da descarbonização industrial, num contexto de crescente incerteza económica e geopolítica. Em destaque esteve o papel estratégico de Sines como hub energético e industrial da Península Ibérica e da Europa.
O presidente da Repsol, António Brufau, defendeu que a descarbonização da indústria e a competitividade das empresas não são objetivos contraditórios, mas antes uma oportunidade de desenvolvimento económico. Citando os relatórios Draghi e Letta, alertou para a perda de competitividade da indústria europeia e para a necessidade de políticas energéticas que conciliem segurança de abastecimento, inovação tecnológica e redução de emissões.
“Num cenário atual de incerteza, é fundamental proteger a indústria e o emprego na Europa, apostando num quadro regulatório que incentive a inovação e os investimentos ligados à transição energética”, sublinhou.
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