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CE adota estratégias para ilhas e comunidades costeiras pela primeira vez
A Comissão Europeia pretende transformar os principais desafios destes territórios e transforma-los em oportunidades de desenvolvimento. Autonomia energética e resiliência climática são as maiores prioridades das estratégias.
12 Jun 2026 - 13:27
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Foto: Magnific
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A Comissão Europeia (CE) adotou duas estratégias dedicadas às ilhas e às comunidades costeiras da União Europeia (UE), criando pela primeira vez uma abordagem coordenada para apoiar estes territórios e potenciar o seu desenvolvimento a longo prazo.
De acordo com a CE, a adoção destas estratégias é uma abordagem “coerente e holística”, que pretende integrar economia, conectividade, energia, ambiente, demografia e segurança, com o objetivo de transformar desafios estruturais destes territórios em oportunidades de desenvolvimento.
“Pela primeira vez, a União Europeia tem estratégias dedicadas às suas ilhas e comunidades costeiras, reconhecendo os seus desafios únicos e o seu elevado potencial”, afirma Raffaele Fitto, vice-presidente executivo para a Coesão e Reformas, em comunicado.
“Ao melhorar os transportes, impulsionar a energia verde, reforçar as economias locais e enfrentar os desafios demográficos, vamos transformar obstáculos em oportunidades, tornando estes territórios fundamentais para uma Europa sustentável e competitiva”, acrescenta.
Entre os principais problemas identificados nas ilhas europeias estão o isolamento geográfico, a fraca conectividade com os territórios continentais e os elevados custos de transporte. Além disso, a CE aponta também os riscos da forte dependência do turismo e dos combustíveis fósseis.
Já nas comunidades costeiras, a CE destaca o potencial da implementação de mecanismos para a economia azul, mas reconhece estes territórios como áreas particularmente expostas às alterações climáticas, à perda de biodiversidade marinha e à poluição.
Segundo a comissão, tendo em consideração as diferentes necessidades das ilhas e das comunidades costeiras, as duas estratégias pretendem ser “complementares mas ainda assim distintas”.
Neste sentido, a estratégia para as ilhas foca-se principalmente na execução de um plano para autonomia energética e na preparação para possíveis crises ambientais, mas também no desenvolvimento económico dos territórios.
A estratégia para as comunidades costeiras está virada para o reforço da resiliência e para uma melhor adaptação às alterações climáticas, através de medidas como o planeamento do espaço marítimo através da futura Lei do Oceano, promovendo o uso sustentável do capital natural do oceano.
Outra das principais medidas da estratégia para estes territórios é o apoio a clusters de bioeconomia azul e a cadeias de abastecimento em áreas costeiras através de projetos liderados pelas comunidades locais, no âmbito da futura iniciativa de inovação em bioeconomia azul da UE.
As duas iniciativas abrangem 17 milhões de pessoas que vivem em mais de 4.000 ilhas em 16 Estados-Membros e 95 milhões de pessoas que residem ao longo de 70.000 quilómetros de costa em 22 países da UE, de acordo com comunicado.
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