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Centro PINUS e ZERO voltam a alertar para falta de transparência no investimento florestal

Com base no Barómetro de Investimento Florestal de 2025, organizações dizem que continua a faltar informação pública sobre quanto é investido nas espécies autóctones.

25 Nov 2025 - 10:34

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Foto: Freepik

Foto: Freepik

O Centro PINUS e a associação ambientalista ZERO divulgaram a terceira edição do Barómetro de Investimento Florestal e voltam a apontar falhas na execução das políticas públicas para o setor. A principal crítica mantém-se: continua a não existir informação pública que permita saber quanto é investido nas espécies autóctones.

O barómetro atribui à política florestal um valor de 0,45 numa escala até 1, longe, portanto, do cumprimento total das metas. Ainda assim, o índice verifica uma evolução positiva face aos anos anteriores.

A área dedicada à diversificação da floresta é a que mais se aproxima dos objetivos nacionais para a neutralidade carbónica. Dos 6 020 hectares previstos para 2025, foram concretizados 5 214. O pinheiro-bravo também registou algum avanço, mas continua abaixo das necessidades estimadas (8 143 hectares).

O Plano de Desenvolvimento Rural 2020 apresenta uma taxa de execução de 66%, considerada insuficiente para uma fase tão avançada do programa. As organizações reconhecem que parte do investimento em gestão florestal poderá não estar refletido nos dados, incluindo intervenções financiadas por programas de regeneração, resinagem e pelo projeto “Vales Floresta”. No entanto, sublinham que a ausência de relatórios públicos por espécie impede “uma avaliação rigorosa” e “compromete a transparência”.

Para o Centro PINUS e a ZERO, esta falha deve ser vista como um sinal de alarme: é urgente “criar mecanismos de reporte mais eficazes, que permitam monitorizar de forma desagregada os impactos dos investimentos florestais”.

Apesar das fragilidades identificadas, as organizações destacam o recém-aprovado Plano de Intervenção na Floresta 2025-2050 como uma oportunidade estratégica para melhorar o sistema de monitorização e corrigir o rumo da política florestal.

Ambas garantem que continuarão a atualizar anualmente o barómetro, para pressionar o alinhamento entre o investimento público e “a profunda transformação que a floresta nacional exige”.

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