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CEO nacionais recorrem à IA para acelerar metas de sustentabilidade
O estudo ‘CEO Outlook 2025” da KPMG mostra que o ESG está a ganhar tração entre os CEO em Portugal, impulsionado pela tecnologia e pelas novas exigências de reporte. E que 77% dos líderes nacionais acreditam ter capacidade e os recursos necessários para cumprirem as novas exigências de comunicação.
17 Nov 2025 - 10:57
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Cerca de 72% dos CEO nacionais utilizam a inteligência artificial (IA) para melhorar a qualidade dos dados e relatórios de sustentabilidade, assim como identificar oportunidades de eficiência de recursos (72%), ao passo que 77% recorrem a esta tecnologia para reduzir emissões e aumentar a eficiência energética.
Os dados são avançados no mais recente estudo da KPMG, ‘CEO Outlook 2025”, realizado a 1350 CEO a nível global, incluindo 50 líderes de empresas portuguesas, que aborda as estratégias, prioridades e desafios que moldam o futuro das empresas.
O estudo mostra que 77% dos líderes nacionais acreditam ter a capacidade e os recursos necessários para cumprirem as novas exigências de comunicação de informação não financeira, alinhando-as com as metas estratégicas das suas empresas.
A análise refere também que quase metade (48%) está a dar prioridade a normas de conformidade e de comunicação de informações para responder às exigências de investidores e reguladores, integrando os objetivos de sustentabilidade no centro da estratégia empresarial.
“Estamos a assistir a uma fase de amadurecimento das práticas ESG [ambiental, social e governação] em Portugal. As empresas estão a consolidar infraestruturas de dados, métricas de valor e uma governação robusta, ao mesmo tempo que exploram soluções tecnológicas, nomeadamente de inteligência artificial, para acelerar a transição sustentável. O desafio atual é garantir credibilidade, consistência e um impacto mensurável”, refere Vítor Ribeirinho CEO da KPMG Portugal.
A nível internacional, o estudo KPMG 2025 Global CEO Outlook revela que 61% dos CEO globais acreditam que conseguirão cumprir as suas metas de neutralidade carbónica até 2030, o que representa um aumento de 10% face aos dados registados em 2024.
Esta evolução confirma que a confiança climática está a aumentar, apoiada em estratégias de longo prazo e em investimentos tecnológicos que visam obter dados de qualidade, automatizar processos e elaborar relatórios mais fidedignos.
O estudo global evidencia também que 59% dos líderes manifestam preocupações éticas associadas à IA, 52% reconhecem limitações na preparação dos dados e 50% apontam a ausência de uma regulamentação adequada, fatores estes considerados críticos para garantir que a adoção da tecnologia apoie a sustentabilidade de forma transparente e responsável.
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