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China adia controlo das exportações de terras raras para os EUA

Donald Trump e Xi Jinping concordaram nesta quinta-feira em manter relações proveitosas para ambos os países e o mundo. “A China e os Estados Unidos devem ser parceiros e amigos”, sinaliza Xi Jinping.

30 Out 2025 - 10:35

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Donald Trump e Xi Jinping | Foto: pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China

Donald Trump e Xi Jinping | Foto: pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China

A China concordou em adiar o mais recente programa de controlo à exportação de terras raras para os EUA, como parte de um acordo assinado entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, nesta quinta-feira, em Busan, na Coreia do Sul. Porém, segundo avança a agência Reuters, as restrições anteriores sobre os minerais críticos que afetaram o comércio global permanecem.

O presidente dos EUA disse que a China tinha concordado em manter o fluxo de exportações de terras raras e que a questão estava “resolvida”. Pouco depois, a China anunciou que iria suspender por um ano os controlos à exportação introduzidos a 9 de outubro, quando Pequim alargou o seu regime de exportação de terras raras para incluir novos materiais e regras. No entanto, segundo a Reuters, a suspensão parece deixar em vigor as restrições introduzidas em abril que controlam as exportações de sete terras raras e, nomeadamente, os ímanes de terras raras cruciais para os fabricantes de automóveis, empresas de defesa e fabricantes de chips.

A comunicação divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China não entra em detalhes, mas refere que os dois presidentes concordaram em reforçar a cooperação nos domínios económico, comercial, energético e outros, e em incentivar mais intercâmbios entre os povos. “A China e os Estados Unidos devem ser parceiros e amigos. É isso que a história nos ensinou e o que a realidade exige. Dadas as nossas diferentes condições nacionais, nem sempre concordamos um com o outro, e é normal que as duas principais economias do mundo tenham atritos de vez em quando”, referiu Xi Jinping.

O Governo de Trump não emitiu ainda nenhuma comunicação oficial sobre o encontro.

O presidente Xi observou que as duas equipas tiveram uma “troca profunda” de pontos de vista sobre questões económicas e comerciais importantes e chegaram a um consenso sobre a resolução de várias questões. “Elas devem elaborar e finalizar as etapas de acompanhamento o mais rápido possível e garantir que os entendimentos comuns sejam efetivamente mantidos e implementados, a fim de injetar confiança nos dois países, bem como na economia global, por meio de resultados concretos”, refere a nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O Governo chinês reforçou que a relação comercial entre ambos os países deve continuar a servir como “âncora e força motriz das relações entre a China e os Estados Unidos, e não como um obstáculo ou ponto de atrito. Os dois lados devem pensar grande e reconhecer os benefícios de longo prazo da cooperação, e não devem cair num ciclo vicioso de retaliações mútuas”.

Os dois presidentes concordaram em manter interações regulares. O presidente Trump disse estar ansioso por visitar a China no início do próximo ano e convidou o presidente Xi a visitar os Estados Unidos.

 

 

 

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