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China e Índia lideram substituição mundial para lâmpadas LED

Iluminação representa 8 por cento da eletricidade global. Adoção de lâmpadas LED permite reduzir consumo elétrico até 12 vezes.

06 Mar 2026 - 16:12

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Foto: Freepik

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A transição de lâmpadas halogéneas e fluorescentes para LED é liderada pela China e pela Índia, com quotas de mercado acima de 85% e 75% respetivamente, impulsionadas por programas públicos de substituição em larga escala, segundo dados avançados pela Agência Internacional de Energia (AIE) nesta sexta-feira.

Com eficiências que chegam a 200 lumens (a unidade que mede a quantidade de luz emitida) por watt, os LED consomem até 12 vezes menos eletricidade do que as lâmpadas tradicionais, reduzindo a procura energética no setor da iluminação.

Segundo a agência internacional, a iluminação de edifícios e espaços exteriores representa cerca de 8% do consumo global de eletricidade, representando cerca de 2 200 terawatts-hora (TWh). Se for considerada também a iluminação industrial, o consumo global situa-se entre 2 500 e 3 500 TWh por ano.

A AIE destaca que a evolução tecnológica das últimas duas décadas permitiu reduzir significativamente o consumo energético associado à iluminação. A substituição de tecnologias tradicionais por lâmpadas LED aumentou a eficiência energética do setor. Uma lâmpada halogénea produz cerca de 20 lumens por watt (lm/W), enquanto uma lâmpada fluorescente compacta atinge cerca de 50 lm/W. Já as LED atualmente disponíveis no mercado têm em média 100 lm/W, podendo ultrapassar 200 lm/W em produtos de elevado desempenho.

Este aumento de eficiência teve impacto direto na evolução do consumo energético. Apesar de a área global de edifícios ter crescido mais de 20% na última década, o consumo de eletricidade para iluminação manteve-se relativamente estável, em grande parte devido à disseminação da tecnologia LED, destaca a agência.

Segundo a IEA, sem a melhoria tecnológica registada na última década, o consumo anual de eletricidade na iluminação seria significativamente mais elevado. No conjunto, a eletricidade usada em iluminação interior nos edifícios seria hoje cerca de 70% superior, o que corresponde a um aumento de aproximadamente 1 300 TWh por ano.

Na Europa e na América do Norte a adoção também é elevada, embora o parque instalado seja 10% a 20% inferior ao registado nos dois países asiáticos. Em várias regiões de África, do Sudeste Asiático e da América Latina, as vendas de LED representam atualmente entre 50% e 85% do mercado.

A transição ainda não está concluída, segundo a AIE. Cerca de 30% das lâmpadas residenciais no mundo continuam a utilizar tecnologias menos eficientes, sobretudo em economias emergentes. Ao mesmo tempo, cerca de 15% das lâmpadas instaladas correspondem a LED de primeira geração, com uma vida útil estimada entre 10 e 15 anos, que começam agora a atingir o fim do ciclo de utilização.

A nova geração de LED já atinge até 230 lumens por watt, o que cria margem para novas reduções do consumo energético. A próxima fase da evolução tecnológica passa também pela integração de sistemas inteligentes, como sensores de presença ou de luz natural e plataformas de gestão energética de edifícios, que permitem ajustar a iluminação às necessidades reais de utilização e reduzir ainda mais o consumo de eletricidade, estima a agência de energia.

 

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