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China e Rússia de mãos dadas para construção de gasoduto na Sibéria

Kremlin promete a Xi Jinping condições mais vantajosas no fornecimento de gás, propondo preços inferiores aos cobrados à Europa.

04 Set 2025 - 11:24

2 min leitura

Foto: Wikimedia

Foto: Wikimedia

Vladimir Putin e Xi Jinping reuniram, nesta semana, em Pequim, onde assinaram mais de 20 documentos bilaterais sobre cooperação em vários domínios, entre os quais, da energia, aeroespacial, inteligência artificial, agricultura e  investigação científica, avança a Euronews.

Nas conversações ficou acordada a construção de um novo gasoduto na Sibéria, astravés da colaboração entre a empresa de energia russa Gazprom e a China National Petroleum Corporation.

Vladimir Putin sugeriu, nesta quarta-feira, que o novo gasoduto, intitulado Power of Siberia-2, poderá dar vantagens competitivas à China, uma vez que o maior consumidor de energia do mundo passará a receber  com um preço baseado na fórmula do mercado.

A Gazprom, considerada a maior exportadora de gás natural do mundo, elogiou o presidente Xi Jinping por não ceder às pressões ocidentais e manter a sua parceria com Moscovo. Alexander Miller, presidente do conselho de administração do grupo russo, prometeu que o gás da empresa russa seria mais económico para o parceiro oriental do que para consumidores europeus e que o acordo duraria 30 anos.

“Deve ser entendido que com o projeto de construção do gasoduto Power of Siberia-2 e a construção do gasoduto Soyuz Vostok, que transita através da Mongólia, e as correspondentes capacidades de transporte de gás na China, este será o maior (…) e mais intensivo projeto de capital na indústria do gás no mundo”, disse o chefe da empresa russa citado pela Euronews.

Putin assegurou, nesse sentido, que os acordos em matéria de gás vão garantir que a Rússia forneça mais de 100 mil milhões de metros cúbicos de gás por ano à China, assim que o gasoduto estiver pronto. De acordo com informações da Reuters, o líder russo sublinhou ainda que a procura global por energia está a crescer, nomeadamente na China, e que as negociações com a Rússia poderiam garantir fornecimentos estáveis.

A União Europeia está a debater a possibilidade de sancionar secundariamente os países que estão do lado do Kremlin no financiamento da invasão russa à Ucrânia.

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