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China pede à UE que não politize investigação sobre compra de negócio de níquel no Brasil
Pequim apela a transparência e respeito pelos princípios de mercado depois de a Comissão Europeia abrir inquérito à aquisição da operação brasileira da Anglo American pela estatal chinesa MMG.
05 Nov 2025 - 13:19
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O Governo da China pediu nesta quarta-feira que “as questões comerciais não sejam politizadas” depois de a Comissão Europeia ter anunciado que vai investigar a aquisição por uma empresa estatal chinesa de um negócio de níquel no Brasil.
Em conferência de imprensa, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning manifestou esperança de que “as partes envolvidas mantenham o seu compromisso com a transparência, respeitem os princípios da economia de mercado e da concorrência leal e se abstenham de politizar ou dar ênfase excessiva a questões comerciais e económicas”.
Mao indicou ainda que as autoridades chinesas esperam que “se ofereça um ambiente de negócios justo, transparente e não discriminatório às empresas de todos os países”.
“A China apoia consistentemente as empresas chinesas em cooperação pragmática em diversas áreas, com base no princípio do benefício mútuo e de resultados vantajosos para todos”, acrescentou a porta-voz.
A empresa MMG, controlada pelo grupo estatal chinês Minmetals Corporation adquiriu o negócio de níquel no Brasil da multinacional Anglo American, com sede no Reino Unido
Bruxelas indicou, em comunicado, que tem “preocupações preliminares” de que o acordo possa permitir à MMG desviar o fornecimento de ferroníquel dos mercados europeus, levando a custos mais elevados e a “menor qualidade” na produção europeia de aço inoxidável.
A Comissão Europeia afirmou que, após ter sido adquirida pela MMG, a divisão de níquel da Anglo American “poderá ter um incentivo para reduzir o fornecimento aos clientes europeus em favor das atividades do próprio grupo”.
Em resposta às preocupações de Bruxelas, a MMG apresentou um conjunto de compromissos à Comissão, que não os considerou “suficientemente claros para abordar as preocupações concorrenciais identificadas”.
A Comissão tem agora 90 dias úteis, até 20 de março, para tomar uma decisão final sobre o acordo.
“O ferroníquel é um material fundamental para que os produtores europeus fabriquem aço inoxidável de alta qualidade e baixas emissões a preços competitivos, o que é essencial para muitos setores”, afirmou a comissária europeia com a pasta da Concorrência, Teresa Ribera.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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