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Comércio global de madeira estabiliza após quebra abrupta em 2023
Exportações recuperam marginalmente em 2024 depois de queda de 14%. Relatório da FAO conclui que produção de papel atinge máximos históricos enquanto pellets de madeira estagnam pela primeira vez em décadas.
26 Dez 2025 - 16:30
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O comércio internacional de produtos florestais mostrou sinais de estabilização em 2024, depois de ter registado uma contração abrupta de 14% no ano anterior. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla inglesa), as exportações globais cresceram apenas 1,4%, fixando-se nos 486 mil milhões de dólares, um valor que, ainda assim, supera todos os níveis anteriores a 2021. Os produtos florestais não madeireiros também registaram um crescimento, atingindo os 25 mil milhões de dólares, com os látex a representarem a fatia mais significativa.
As conclusões incorporam o relatório “Global Forest Products: Facts and Figures 2024”, que mostra que a produção dos principais produtos à base de madeira registou aumentos modestos: entre 2% para madeira redonda industrial, pellets e celulose, e entre 4% e 5% para painéis, papel e papelão. A madeira serrada foi a única categoria que permaneceu estagnada.
As remoções globais de madeira redonda industrial subiram 2%, para 1,96 mil milhões de metros cúbicos, mas o comércio recuou 1%, atingindo os 96 milhões de metros cúbicos, o nível mais baixo desde 2009. A China absorveu 38% das importações mundiais, consolidando a sua posição dominante no setor.
A produção de madeira serrada mostrou-se heterogénea, ao recuar 2% na América do Norte, e a manter-se inalterada na Europa e na Ásia-Pacífico. Cresceu 2% na América Latina e Caraíbas. Globalmente, tanto a produção como o comércio não registaram variação.
Os painéis à base de madeira expandiram-se pelo segundo ano consecutivo, com a produção a crescer 5%, para 393 milhões de metros cúbicos, e o comércio a avançar 6%, para 90 milhões de metros cúbicos. O crescimento verificou-se nas cinco regiões monitorizadas pela FAO.
A celulose de madeira atingiu um recorde comercial de 73 milhões de toneladas (mais 2%), com o Brasil, Chile e Uruguai a liderarem o aumento da oferta entre 2020 e 2024. A produção total cresceu 3%, para 189 milhões de toneladas, enquanto o consumo de papel reciclado subiu 1%, para 243 milhões de toneladas.
A produção de papel recuperou em 2024, crescendo 4% e igualando o recorde de 2021, com 423 milhões de toneladas. Os papéis gráficos registaram um ligeiro aumento de 1%, após duas quedas consecutivas, mas outros tipos de papel cresceram 5%, atingindo máximos históricos. O comércio mundial disparou 7%, para 112 milhões de toneladas.
A China emergiu como força incontornável no setor. Ultrapassou o Canadá como maior exportador líquido de produtos de madeira e papel, mantendo simultaneamente o estatuto de maior importador de madeira industrial, madeira serrada e celulose, e de maior exportador mundial de painéis. Ao contrário da tendência global, a produção e consumo de papel e painéis continuaram a crescer no país asiático.
A produção de pellets de madeira, que havia crescido exponencialmente nas últimas décadas impulsionada pelas metas europeias para a bioenergia, estagnou pela primeira vez. Depois de recuar 1% em produção e 5% em comércio em 2023, recuperou em 2024 para os níveis de 2022: 48 milhões de toneladas produzidas, com 31 milhões comercializadas internacionalmente. A Europa e a América do Norte dominam a produção (47% e 28%, respetivamente), mas a Ásia-Pacífico aumentou a sua quota de 14% em 2020 para 22% em 2024. No consumo, a Europa mantém 70% do total global, seguida pela Ásia-Pacífico com 28%.
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