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Comissão Europeia pede opiniões para definir estratégia para as comunidades costeiras
Ao abrigo do Pacto Europeu para os Oceanos, iniciativa quer conhecer os principais desafios que as comunidades costeiras enfrentam e as áreas políticas que devem ser prioritárias.
23 Fev 2026 - 15:33
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Bruxelas lançou um “convite à apresentação de provas” para desenhar a estratégia da União Europeia para as comunidades costeiras, ao abrigo do Pacto Europeu para os Oceanos. A ideia é promover a resiliência e o crescimento económico, tal como enfrentar os desafios únicos que estas regiões enfrentam.
O convite está aberto até 23 de março, durante o período exato de um mês. A Comissão Europeia está a solicitar provas ao público e às partes interessadas sobre os principais desafios que as comunidades costeiras enfrentam e quais as áreas políticas que a estratégia deve priorizar. Quer também perceber as políticas e iniciativas da União Europeia existentes que funcionam bem ou que são insuficientes e como a nova estratégia deve complementar as ações a nível nacional, regional e local. Além disso, pretende saber o que as partes interessadas esperam que o bloco comunitário concretize e que medidas concretas proporiam para apoiar as comunidades costeiras.
Os comentários recolhidos vão contribuir para uma estratégia que visa aumentar a competitividade económica (através do potencial inexplorado da economia azul nas zonas costeiras), reforçar a resiliência e a adaptação (com foco no combate às alterações climáticas e na independência energética), e promover comunidades inclusivas e dinâmicas.
A preparação da estratégia da União Europeia (UE) para as comunidades costeiras complementará a sua estratégia para as ilhas. Segundo o comunicado de Bruxelas, “as estratégias visam ajudar as regiões costeiras e as ilhas a atingir o seu pleno potencial, preservando simultaneamente a sua identidade única para as gerações futuras”. Ambas deverão ser adotadas até ao verão de 2026.
Com 90 milhões de habitantes, as zonas costeiras da UE estão expostas ao risco mais elevado das alterações climáticas, enfrentando o aumento do nível do mar, fenómenos meteorológicos extremos, erosão costeira, inundações, intrusão salina e esgotamento da biodiversidade, incluindo as populações de peixes.
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