3 min leitura
Concurso abre apoios a fundo perdido de 50% para agricultura afetada por tempestades
Candidaturas decorrem até 29 de maio para PME, com apoios a fundo perdido de 50% para investimentos entre 400 mil e 1,2 milhões de euros, destinados à recuperação e modernização de explorações agrícolas atingidas no primeiro trimestre.
27 Abr 2026 - 10:30
3 min leitura
Foto Município de Leiria Facebook
- Mulheres gerem 18,1% da superfície agrícola em Portugal
- ZERO dá parecer desfavorável à Barragem da Foupana por riscos para espécie ameaçada
- Espanha vai renaturalizar terrenos agrícolas em Doñana para reduzir pressão sobre aquífero
- António Guterres considera que o apoio às energias fósseis é “ suicídio”
- ERSE propõe subida de 1,5% nas tarifas da eletricidade em janeiro
- Data centers já são tema de campanha. Em Portugal, ainda não são tema de debate.
Foto Município de Leiria Facebook
Foi publicado um concurso com dotação de 20 milhões de euros para apoiar a fundo perdido a atividade agrícola afetada pelas tempestades e cheias que atingiram o país no primeiro trimestre do ano. Este pacote destina-se a projetos que apresentem um investimento mínimo elegível de 400 mil euros e máximo de 1,2 milhões. Até 29 de maio podem candidatar-se micro, pequenas e médias empresas (PME), com um apoio previsto de 50% do valor total do investimento elegível.
O concurso considera, sobretudo, despesas relacionadas com a construção ou melhoramento de bens imóveis, a compra ou locação-compra de máquinas e equipamentos, bem como honorários de arquitetos, engenheiros e consultores, despesas de aconselhamento em matéria de sustentabilidade ambiental e económica, energia sustentável, eficiência energética e produção e utilização de energia renovável.
Além disso, o apoio compreende ainda a aquisição, desenvolvimento ou utilização de software, e investimentos não produtivos associados aos objetivos específicos relacionados com o ambiente e o clima.
“Está em causa uma fonte de financiamento nova, que foi criada não só para dar resposta aos danos causados pelas tempestades, mas também para reforçar a resiliência das produções e instalações agrícolas”, refere o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, citado em comunicado.
Para o ministro da Agricultura e Mar, “a reposição do potencial produtivo agrícola destruído pelas tempestades contribui para a manutenção do emprego, da ocupação do território e da produção. José Manuel Fernandes expressa: “Para além da reposição, queremos explorações mais resilientes, modernas e produtivas”.
Em comunicado conjunto, as tutelas adicionam que, em complemento ao financiamento destes projetos, “poderá ser atribuído um financiamento (reembolsável a 100%) para financiamento de despesas não elegíveis e necessidades de fundo de maneio, sendo este financiamento atribuído no âmbito das linhas de crédito garantidas ao abrigo dos programas suportados por fundos do PRR e implementadas pelo Banco Português de Fomento”.
Além disso, o investimento terá de ser iniciado até 31 de agosto de 2026 e o prazo de execução dos projetos não pode ser superior a 24 meses, ainda que “em casos devidamente justificados” possa ser considerada pelo Banco de Fomento uma prorrogação de mais seis meses, adianta o comunicado. As candidaturas podem ser apresentadas até às 17h59 de 29 de maio de 2026.
- Mulheres gerem 18,1% da superfície agrícola em Portugal
- ZERO dá parecer desfavorável à Barragem da Foupana por riscos para espécie ameaçada
- Espanha vai renaturalizar terrenos agrícolas em Doñana para reduzir pressão sobre aquífero
- António Guterres considera que o apoio às energias fósseis é “ suicídio”
- ERSE propõe subida de 1,5% nas tarifas da eletricidade em janeiro
- Data centers já são tema de campanha. Em Portugal, ainda não são tema de debate.