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Galp cresce 41% alavancada pelo Brasil e acelera aposta nas renováveis
Investimento em hidrogénio verde e biocombustíveis em Sines acelera, num trimestre em que o crescimento financeiro foi suportado pela produção no Brasil e pela atividade internacional.
27 Abr 2026 - 07:44
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Foto: Galp
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Foto: Galp
A Galp obteve um resultado líquido ajustado de €272 milhões de euros, um aumento de 41% face ao mesmo período de 2025, alavancado pelo forte contributo da produção de petróleo e gás no Brasil, mas também pelo reforço estratégico do investimento em energias renováveis, com destaque para projetos de hidrogénio verde e biocombustíveis avançados em Sines.
Nos resultados relativos ao primeiro trimestre, apresentados pela Galp nesta segunda-feira, a petrolífera dá conta de que os projetos industriais em Sines, nomeadamente a produção de hidrogénio verde e biocombustíveis avançados como SAF e HVO, “ambos pioneiros a nível europeu”, absorveram €51 milhões, um aumento de 17% face ao período homólogo.
O investimento manteve-se estável, tanto na área das renováveis, centrado na instalação de baterias, como na área comercial, sustenta. Na área das renováveis, a Galp registou um crescimento de 21% nas vendas de energia limpa, beneficiando do aumento da capacidade instalada na Península Ibérica.
O crescimento global dos resultados foi, contudo, liderado pela atividade internacional, em particular pela produção no Brasil, que aumentou 23% para uma média de 129 mil barris diários, suportada pela entrada em operação do campo de Bacalhau. Este desempenho, aliado à subida do preço do brent para $81,1 por barril, reforçou o contributo do Upstream, responsável por 73% do Ebitda.
“A Galp arrancou o ano de uma forma sólida, apesar do aumento da volatilidade dos mercados, e da incerteza global, graças à resiliência dos seus ativos e a uma disciplinada execução operacional”, afirma Maria João Carioca, co CEO da Galp. “Esta solidez permitiu-nos prosseguir o desenvolvimento dos nossos projetos, mas também assegurar o abastecimento energético do país em momentos críticos como as tempestades do início do ano ou a disrupção das cadeias de abastecimento com o bloqueio do estreito de Ormuz”.
No total, o investimento da Galp atingiu €201 milhões no trimestre, refletindo uma estratégia que combina o reforço da produção internacional com a aposta em soluções energéticas de baixo carbono.
O endividamento líquido permaneceu estável em relação ao final do ano, em €1,3 mil milhões, resultando num rácio da dívida líquida sobre o Ebitda de 0,44x, “uma posição financeira sólida face à média da indústria”, refere a Galp.
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