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Governo cria grupo para acompanhar dessalinizadora do Algarve e limita uso a situações de escassez
Nova estrutura, liderada pela APA, inclui autarquias, pescadores e academia para acompanhar obra. Exploração da infraestrutura será reservada como último recurso em cenários de falta de água.
24 Abr 2026 - 16:22
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O Governo decidiu criar um grupo de acompanhamento para a construção da futura Estação de Dessalinização de Água do Mar do Algarve (EDAMA), ao mesmo tempo que definiu regras para a sua utilização, reservando-a a situações de escassez hídrica na região.
O novo grupo de acompanhamento da estação de dessalinização será presidido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e integrará municípios, representantes de pescadores, organizações não governamentais do ambiente, o Turismo do Algarve e a Universidade do Algarve. Segundo o ministério, esta composição visa assegurar uma “abordagem abrangente e participada” ao desenvolvimento do projeto.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, defende que a criação deste grupo responde à necessidade de garantir “transparência, confiança e qualidade” na execução de um investimento considerado estruturante para a região. “Queremos uma obra acompanhada de perto pelas comunidades e pelas entidades que conhecem o território”, afirmou, citada em comunicado.
A dessalinizadora é apresentada pela tutela como uma resposta aos crescentes desafios de escassez de água no Algarve, num contexto de alterações climáticas e maior variabilidade dos recursos hídricos. A infraestrutura deverá contribuir para reduzir a pressão sobre aquíferos e albufeiras, ao abranger uma estratégia de diversificação das origens de água.
Num segundo despacho, a ministra determinou que a APA avalie o regime de funcionamento da estação, ao estabelecer que a sua exploração em plena capacidade seja reservada a situações de escassez, funcionando como “último recurso” para o consumo público.
Maria da Graça Carvalho acredita que a dessalinização deve ser encarada como um “seguro estratégico”, e não como substituto da gestão eficiente dos recursos existentes. “A água dessalinizada é um seguro estratégico para situações de escassez, não substitui a necessidade de gerir melhor os recursos existentes”, esclareceu.
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