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Conselheiro da COP30 sugere novas formas de financiar a luta contra o clima
José Alexandre Scheinkman propôs, no encontro de preparação para a COP30, fundos e trocas de dívida para apoiar comunidades e proteger florestas tropicais.
16 Out 2025 - 09:21
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José Alexandre Scheinkman, conselheiro da COP30, na Pré-COP, 14 de outubro | Foto: Rafael Medelima/COP30
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José Alexandre Scheinkman, conselheiro da COP30, na Pré-COP, 14 de outubro | Foto: Rafael Medelima/COP30
O caminho para alinhar a economia internacional com a agenda climática deve passar por novas formas de financiamento, sublinhou José Alexandre Scheinkman, conselheiro da COP30, no segundo dia da Pré-Cop. O também economista aproveitou o encontro desta terça-feira, em Brasília, para destacar o papel do novo Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). Realçou que o papel da iniciativa brasileira no equilíbrio dos pagamentos da captura de carbono, com incentivos para a preservação das florestas em países tropicais.
Mecanismos inovadores e socialmente justos, capazes de proteger as populações mais expostas aos impactos do aquecimento global, são as visões defendidas pelo economista. “Estamos a propor mecanismos que poderiam funcionar como uma espécie de bolsa família, ativada apenas em períodos de calor extremo”, introduziu.
José Alexandre Scheinkman explicou que o TFFF “é uma ideia muito boa, porque é importante que a captura de energia seja paga pelo adicional, mas também que os países com florestas tropicais, que têm menos oportunidades de capturar energia, sejam reconhecidos”. No caso do Brasil, o economista refere que o fundo leva o país a perseverar, face os grandes custos da desflorestação.
O conselheiro reiterou ainda a necessidade de destinar recursos diretamente às comunidades locais, de modo a fortalecer a capacidade de resposta às alterações climáticas. Evocou que, “quando há um desastre climático em países mais pobres, ocorre o aumento da migração e o agravamento da dívida pública. Por isso, defendemos a criação de mecanismos de ‘debt’ ‘swap’, que permitam o perdão de parte da dívida em troca de investimentos em adaptação”.
As propostas José Alexandre Scheinkman fazem parte de um relatório independente elaborado por um conselho internacional de economistas, que será apresentado à Presidência da COP30.
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