Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Corredor de hidrogénio que vai ligar a Península Ibérica à Europa Central continua a avançar

O gasoduto que vai ligar a Península Ibérica à Europa Central deverá começar a operar em 2032. Através desta infraestrutura, o hidrogénio produzido em Espanha e em Portugal será transportado pelas redes francesas e alemãs até ao centro da Europa.

23 Jul 2026 - 14:32

3 min leitura

Foto: Adobe Stock/fotogestoeber

Foto: Adobe Stock/fotogestoeber

A maior rede submarina de hidrogénio do mundo, que será construída a partir de Espanha, está um passo mais perto de sair do papel. Portugal, através da REN, integra o consórcio que iniciou a fase de engenharia de detalhe do BarMar, um projeto de gasoduto submarino de cerca de 400 km que integra o corredor europeu H2med, entre Espanha e França. 

O gasoduto que ligará a Península Ibérica à Europa Central deverá começar a operar em 2032, segundo o jornal espanhol El Economista. Espera-se que o projeto transporte 2 milhões de toneladas de hidrogénio por ano. 

Alemanha e França também já se comprometeram a trabalhar com a Península e a Comissão Europeia, ao longo do próximo ano, para definir um quadro técnico e regulatório que reduza os riscos do Corredor Sudoeste do Hidrogénio (H2med).

O objetivo desta parceria é facilitar o desenvolvimento e o financiamento, especialmente considerando a incerteza em relação à demanda futura, aos custos de infraestrutura e à distribuição de riscos entre desenvolvedores, estados e usuários.

A Alemanha reforçou ainda o seu apoio ao corredor H2Med, que transportará hidrogénio renovável da Península Ibérica para a Europa Central, numa altura em que o projeto avança da fase conceptual para a engenharia de detalhe. Segundo o ministério alemão da Economia e do Clima, a procura europeia de hidrogénio poderá atingir entre 17 e 21 milhões de toneladas por ano até 2040. 

De acordo com o El economista, o objetivo dos promotores é colocar o BarMar em funcionamento em 2032 e transformar a Península Ibérica no principal corredor de exportação de hidrogénio renovável para a Europa Central.

Com este projeto, Espanha e Portugal confirmam o seu potencial de exportação (0,4 milhões de toneladas/ano para Portugal e 1,22 milhões de toneladas/ano para a Espanha), atingindo a capacidade total da BarMar a partir de 2032.

O volume projetado para Espanha em 2035 é de 4,6 milhões de toneladas de produção total, incluindo 2,6 milhões de toneladas para consumo espanhol.

O gasoduto BarMar é descrito pelo El Economista como um dos elementos mais complexo do corredor H2Med. O projeto completo consiste em duas grandes interconexões, sendo estas CelZa, que vai ligar Celorico da Beira a Zamora, e BarMar, o gasoduto submarino que ligará Barcelona a Fos-sur-Mer, perto de Marselha.

Através destas infraestruturas, o hidrogénio produzido em Espanha e em Portugal será transportado pelas futuras redes francesas e alemãs até os principais centros europeus.

Para a Comissão Europeia,  este corredor é uma infraestrutura estratégica para alcançar os objetivos do Pacto Ecológico Europeu e do RepowerEU. 

Assim, o H2Med foi incluído na lista de Projetos de Interesse Comum (PCI) e posteriormente reconhecido como uma das chamadas Autoestradas Energéticas Europeias, as rotas energéticas que devem garantir a segurança do abastecimento do continente nas próximas décadas.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade