2 min leitura
Corteva e BP criam empresa para produzir óleos para biocombustíveis
Denominada Etlas, a nova empresa vai produzir óleos para produção de biocombustíveis como o SAF para a aviação ou o gasóleo renovável.
12 Jan 2026 - 13:56
2 min leitura
Foto: Freepik
- Ministra do Ambiente desvaloriza acusações da CAP relativamente ao PNRN: “Acho muito estranha esta posição”
- LIPOR distingue 98 entidades por práticas sustentáveis no programa Coração Verde
- APREN defende renováveis como “única forma viável” de produção de eletricidade em Portugal
- Projetos portugueses apresentam soluções para descontaminar solos e águas residuais
- CAP acusa Governo de excluir agricultores e falha apresentação do plano de restauro da natureza
- Economia mundial perde anualmente 31% do PIB por desperdício de recursos
Foto: Freepik
A empresa norte-americana de produtos químicos Corteva e a petrolífera britânica BP anunciaram nesta segunda-feira uma empresa conjunta para a produção de óleos destinados a biocombustíveis a partir de culturas agrícolas.
A nova empresa, com o nome Etlas, é detida por Corteva e BP em partes iguais e pretende produzir óleos que serão usados na produção de biocombustíveis como o combustível sustentável (ou sintético) de aviação (SAF), ou o gasóleo renovável (RD).
“A Etlas combinará a experiência centenária da Corteva em tecnologia de sementes para desenvolver culturas especificamente concebidas para a produção de SAF e RD, com o ‘know-how’ [conhecimento] da BP em refinação e comercialização de combustíveis para o transporte comercial”, explicam as empresas num comunicado conjunto.
O documento estabelece o objetivo de produzir um milhão de toneladas métricas de matéria-prima por ano até meio da próxima década, o que “permitirá gerar mais de 800 mil toneladas de biocombustível”.
A atividade inicial deverá começar em 2027, tanto nas refinarias, como nas unidades dedicadas exclusivamente à produção de biocombustíveis.
As duas empresas remetem para as previsões do setor, que apontam para uma procura de SAF em 2030 10 vezes superior à registada em 2024 (um milhão de toneladas), e uma duplicação para 35 milhões de toneladas até 2030 face aos 17 milhões de toneladas em 2024.
Segundo o comunicado, as matérias-primas serão provenientes de culturas cultivadas em terras agrícolas já existentes e poderão contribuir para a melhoria da saúde do solo e proporcionar aos agricultores uma nova fonte de rendimento.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
- Ministra do Ambiente desvaloriza acusações da CAP relativamente ao PNRN: “Acho muito estranha esta posição”
- LIPOR distingue 98 entidades por práticas sustentáveis no programa Coração Verde
- APREN defende renováveis como “única forma viável” de produção de eletricidade em Portugal
- Projetos portugueses apresentam soluções para descontaminar solos e águas residuais
- CAP acusa Governo de excluir agricultores e falha apresentação do plano de restauro da natureza
- Economia mundial perde anualmente 31% do PIB por desperdício de recursos