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Criada a maior zona de controlo de emissões do mundo no Atlântico Nordeste

Área de Controlo de Emissões liga as regiões do Canadá, Noruega e Mediterrâneo e entra em vigor em 2028.

04 Mai 2026 - 14:28

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Foto: Freepik

Foto: Freepik

A Organização Marítima Internacional aprovou a criação da maior Área de Controlo de Emissões (ECA, na sigla em inglês) do mundo, ligando as regiões do Canadá, Noruega e Mediterrâneo.

Com entrada em vigor em 2028, a ECA “representa um passo decisivo na redução das emissões provenientes dos navios e na melhoria da qualidade do ar que todos respiramos”, segundo informa o Ministério da Agricultura e Mar (MAGRIM).

O ministério liderado por José Manuel Fernandes adianta ainda que esta nova ECA “é o resultado de vários anos de trabalho conjunto entre especialistas nacionais e internacionais, com um papel de destaque da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM)”, tutelada pelo MAGRIM.

O governo diz ainda estar comprometido com um futuro mais sustentável e sublinha o papel ativo do setor do transporte marítimo rumo a este objetivo comum. “Portugal orgulha-se de ter contribuído ativamente para este sucesso global”, poe ler-se na nota enviada às redações.

A associação ambientalista ZERO já veio, entretanto, congratular-se com esta medida. A ZERO explica que esta é a maior ECA aplicável às emissões de enxofre, de óxidos de azoto e de partículas do mundo, abrangendo as águas de Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Irlanda, Islândia, Ilhas Faroé e Gronelândia (Dinamarca) e funcionando como elo de ligação entre as zonas de controlo já existentes no Mar do Norte, no Báltico, nas águas do Ártico canadiano, na zona económica exclusiva da Noruega e no Mar Mediterrâneo.

A associação destaca que esta conquista é também “o resultado direto da pressão e do trabalho técnico desenvolvido pela sociedade civil e por organizações não-governamentais que ano após ano continuaram a advogar pela proteção rigorosa dos ecossistemas marinhos e da saúde pública”.

Com a entrada em vigor da ECA, os navios deverão utilizar combustíveis com menor teor de enxofre e adotar tecnologias mais limpas para reduzir as emissões de óxidos de azoto e de partículas, contribuindo significativamente para a melhoria da qualidade do ar, a proteção da saúde pública e a preservação dos ecossistemas marinhos. De facto, em 2030 e caso sejam utilizados combustíveis destilados mais limpos, segundo a ZERO, aas emissões de óxidos de enxofre (SOx) poderão ser reduzidas em 82%, enquanto as partículas finas (PM2.5), responsáveis por doenças respiratórias, poderão ser reduzidas em 64%. As emissões de carbono negro, um poluente climático de curto prazo com efeitos nefastos na saúde e no aquecimento global, poderão diminuir 36%. Estima-se também uma redução significativa de cerca de 71% das emissões de óxidos de azoto (NOx) até 2050, dado que os navios mais recentes terão de ter dispositivos para reduzir estes compostos.

“Estes ganhos ambientais traduzem-se em impactos reais na saúde: entre 2.900 e 4.300 mortes prematuras poderão ser evitadas entre 2030 e 2050, e os sistemas de saúde poderão poupar entre 19 e 29 mil milhões de euros em despesas relacionadas com doenças associadas à poluição do ar”, sublinha a associação ambientalista.

 

 

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