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Custos diretos da depressão Kristin ultrapassam os 4 mil milhões de euros

“Do ponto de vista da economia, vai ser um abalo muito relevante”, admite ministro da Economia e da Coesão Territorial. Empresas terão de pagar 20% do regime de lay-off.

05 Fev 2026 - 10:21

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Foto: Município da Marinha Grande / Facebook

Foto: Município da Marinha Grande / Facebook

Na sequência da devastadora depressão Kristin, Portugal enfrenta um prejuízo superior a 4 mil milhões de euros, segundo uma estimativa “muito preliminar” do Governo, admitida pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida. Esclareceu que a estimativa não inclui custos indiretos. “Do ponto de vista da economia, vai ser um abalo muito relevante, porque algumas fábricas vão demorar meses a reconstruir”, adiantou.

O ministro justificou que este valor, muito superior aos 2.5 mil milhões de euros em apoios à reconstrução anunciados no domingo pelo Executivo, está a contar com “uma componente muito importante de dinheiro que virá das companhias de seguros”.

“Juntando aquilo que vai ser o gasto público aos gastos privados e às companhias de seguros, nós vamos chegar a um valor superior a 4 mil milhões”, avançou Castro Almeida em entrevista à RTP, netsa quarta-feira. Castro Almeida diz ter falado com empresários que vão precisar de construir edifícios “totalmente novos”.

“Muita gente vai ficar sem trabalho”, frisou. Por sua vez, explicou que as pessoas não vão ficar sem rendimento, porque “vamos ter o regime de lay-off simplificado”. Esta medida pretende garantir que os trabalhadores recebam “uma remuneração mensal líquida igual à que recebiam quando trabalhavam”, com o valor limite de três salários mínimos (até 2.760 euros). O ministro esclareceu que 80% deste salário vai ser pago pela Segurança Social e 20% pelas empresas.

Questionado sobre a capacidade das empresas na efetuação destes pagamentos, Castro Almeida respondeu: “A alternativa seria pagar tudo. Este é um regime semelhante ao que aconteceu na altura da Covid-19. As empresas, por sua vez, vão poder financiar-se para poderem superar esta dificuldade”.

No caso das empresas, o ministro argumentou que “a esmagadora maioria” tem seguro, “é obrigatório”. Acrescentou que “consta da lei que a declaração de calamidade não exclui a responsabilidade da companhia de seguros”.

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