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Declaração de Hamburgo é “salto de gigante para fornecer à Europa eletricidade renovável, fiável e competitiva”
CEO da Ørsted congratula pacto assinado por vários países europeus para desenvolver em conjunto 100 GW de energia eólica offshore e reforçar a segurança energética.
29 Jan 2026 - 09:38
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Rasmus Errboe, CEO da Ørsted | Foto: Orsted
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Rasmus Errboe, CEO da Ørsted | Foto: Orsted
Rasmus Errboe, presidente e CEO da dinamarquesa Ørsted, veio a público congratular o acordo histórico alcança nesta segunda-feira entre 10 países para desenvolverem em conjunto 100 GW de energia eólica offshore e reforçar a segurança energética no Mar do Norte.
Apelidado de Declaração de Hamburgo, por ter sido assinado nesta cidade alemã, o Pacto de Investimento Conjunto “é um salto gigante rumo a fornecer à Europa eletricidade renovável, fiável e competitiva em termos de custos”, refere o CEO da gigante dinamarquesa.
Errboe considera ainda que “o pacto demonstra a liderança assumida pelos países na concretização do potencial offshore do Mar do Norte, e a Ørsted está pronta para responder a este desafio investindo na sua expansão”, sublinhando que 90% da capacidade operacional da empesa está aqui sedeada e que o seu portfólio de energia eólica offshore já produz eletricidade suficiente para abastecer cerca de 22 milhões de europeus.
“Estamos prontos para aumentar este número. Com maior previsibilidade nos investimentos, um quadro de investimento com menor risco e um plano coordenado de expansão de até 15 GW por ano na Europa, a indústria da energia eólica offshore está comprometida em reduzir o custo da eletricidade proveniente da energia eólica offshore em 30 % até 2040”, declara numa comunicação publicada no site da energética.
Reforço da segurança energética europeia
O pacto foi assinado entre a Alemanha, França, Bélgica, Dinamarca, Países Baixos, Luxemburgo, Irlanda, Islândia, Noruega e Reino Unido. Os projetos a desenvolver em conjunto permitirão aos países do Mar do Norte partilhar energia limpa de forma eficiente, reforçar a segurança energética, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e posicionar empresas europeias na vanguarda da tecnologia de redes, segundo o Governo britânico.
Apesar dos desafios recentes, como o aumento dos custos de capital e componentes, que levou ao fracasso de alguns leilões no Mar do Norte, os governos prometem reforçar o financiamento, incluindo possíveis garantias do orçamento da UE e mecanismos como os contratos por diferença, que asseguram receitas estáveis aos produtores.
Atualmente, 58% da energia da UE é importada. Com o pacto para ajudar a garantir 300 GW de energia eólica offshore no Mar do Norte, a indústria da energia eólica offshore, que emprega cerca de 100 mil pessoas em toda a Europa, “está preparada para ajudar a Europa a poupar cerca de 70 mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis, reduzir os preços da eletricidade e diminuir as emissões de carbono europeias em 15%”, segundo dados da Ørsted.
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