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Diretores do Banco Mundial contrariam EUA e emitem declaração a favor da agenda climática
Representantes dos EUA, Rússia, Kuwait e Arábia Saudita recusaram assinar o documento. Declaração reforça compromisso do banco em dedicar 45% do seu financiamento anual a projetos ligados ao clima.
10 Out 2025 - 11:46
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Foto Flickr World Bank
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Nesta semana, 19 dos 25 diretores executivos do Banco Mundial emitiram uma declaração conjunta em apoio à continuação do trabalho da instituição no combate às alterações climáticas, contrariando a posição dos Estados Unidos, o seu maior acionista, e de vários aliados.
Segundo fontes próximas da Reuters, os representantes dos EUA, Rússia, Kuwait e Arábia Saudita recusaram assinar o documento. O Japão e a Índia estão atualmente a negociar acordos comerciais com Washington e optaram por se abster.
A declaração surge após uma reunião do Conselho com a Administração e poucos dias antes do início das reuniões anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Reafirma o compromisso do banco em dedicar 45% do seu financiamento anual a projetos ligados ao clima e em manter os objetivos do seu plano de ação climática. A posição evidencia ainda o afastamento entre a maioria dos países e os EUA quanto à prioridade a dar à política climática.
Desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca, a liderança das duas instituições tem evitado destacar o tema. O Presidente norte-americano, que descreveu recentemente as alterações climáticas como uma “fraude”, retirou os EUA do Acordo de Paris pouco tempo depois após tomar posse.
A declaração dos diretores apela adicionalmente ao reforço do papel do Banco Mundial na transição energética, no apoio aos países que abandonam o carvão e na criação de mercados de carbono eficazes. Defende também uma maior integração da natureza e da resiliência climática nas estratégias de desenvolvimento.
A União Europeia deverá intensificar a pressão para reformar os bancos de desenvolvimento globais, com o objetivo de os tornar mais ativos no combate às alterações climáticas, como indica a Reuters.
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