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É possível melhorar em 25% a intensidade energética dos edifícios até 2035
Relatório da Agência Internacional de Energia, solicitado pela Presidência da COP31, aponta quatro áreas prioritárias de intervenção e defende uma aceleração das políticas de eficiência energética no setor.
05 Nov 2026 - 16:13
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Melhorar o isolamento e a envolvente dos edifícios, eletrificar os usos finais de energia, aumentar a eficiência dos equipamentos e alargar o acesso a soluções de cozinha limpa são as quatro áreas de melhoria que a Agência Internacional de Energia (AIE) recomenda para se conseguir, a nível global, melhorar em pelo menos 25% a intensidade energética dos edifícios até 2035.
O estudo, encomendado pela Presidência da COP31, é lançado a poucos dias do arranque da Conferência do Clima, que vai decorrer na Turquia a partir de 9 de novembro.
Em conjunto, as quatro medidas propostas poderão reduzir em mais de um quarto a intensidade energética dos edifícios até 2035, mesmo num contexto de crescimento da população e do rendimento, que deverá aumentar a procura de serviços energéticos. Poderão também diminuir quase 40% as emissões diretas de dióxido de carbono (CO2) do setor. Poré, a AIE sublinha que o contributo relativo de cada medida será diferente consoante os países, refletindo as diferenças climáticas, as características do parque edificado, a utilização de tecnologias e o acesso a soluções de cozinha limpa.
“Edifícios mais eficientes do ponto de vista energético podem reduzir as emissões em todo o mundo e, simultaneamente, fazer uma diferença concreta na vida quotidiana das pessoas”, afirma Fatih Birol, diretor executivo da AIE. “Acelerando os progressos, podemos reduzir as faturas de energia e ajudar mais pessoas a ter acesso a energia segura e a preços acessíveis. Este relatório demonstra que já dispomos das tecnologias e dos instrumentos políticos necessários para concretizar estes benefícios. A prioridade agora é aplicá-los”, sublinha.
Em detalhe, os equipamentos mais eficientes representam a maior contribuição para a melhoria da intensidade energética prevista no cenário da AIE, sendo responsáveis por 40% da redução. A melhoria da envolvente dos edifícios contribui com mais 20%, a eletrificação com até 15% e o alargamento do acesso a soluções de cozinha limpa, em substituição da utilização tradicional de biomassa, altamente ineficiente, com os restantes 25%.
Edifícios consomem um terço da energia total
Atualmente, a energia consumida nos edifícios representa cerca de 30% do consumo final total de energia, metade de todo o consumo de eletricidade e 2,8 gigatoneladas de emissões diretas de CO2. Estes valores, destaca a agência, evidenciam o papel do setor na concretização das metas mundiais de eficiência energética e eletrificação, bem como na redução das emissões.
O percurso proposto pela AIE está alinhado com o objetivo acordado na COP28, no Dubai, de duplicar o ritmo mundial de melhoria da eficiência energética até 2030. É também compatível com a meta proposta, em discussão para a COP31, de aumentar para 35% o peso da eletricidade no consumo final total de energia até 2035.
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O relatório salienta que os governos já dispõem de instrumentos políticos comprovados, mas que a aceleração dos progressos dependerá da sua aplicação articulada.
O reforço e a aplicação efetiva dos códigos de eficiência energética dos edifícios, a aceleração da renovação do parque edificado existente, a expansão dos requisitos mínimos de desempenho energético e dos sistemas de etiquetagem, as medidas para melhorar a viabilidade económica de tecnologias como as bombas de calor e o alargamento do acesso a soluções de cozinha limpa podem reforçar-se mutuamente e produzir resultados mais expressivos.
“Tendo em conta a longa vida útil dos edifícios, as decisões tomadas atualmente irão influenciar o consumo de energia durante décadas”, frisa a AIE.
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