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Emissão global de dívida verde bate recorde em 2025 apesar de retrocessos climáticos
Dados compilados pela Bloomberg Intelligence indicam que emissões de obrigações e empréstimos verdes atingiram 810 mil milhões de euros, num ano marcado por recuos em políticas ambientais em várias economias.
26 Dez 2025 - 15:26
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A emissão global de dívida verde atingiu um novo máximo histórico em 2025, apesar de retrocessos em políticas climáticas em grandes mercados.
Segundo dados compilados pela Bloomberg Intelligence, o total de emissões atingiu 947 mil milhões de dólares (cerca de 810 mil milhões de euros) até ao momento, impulsionado pela forte procura por ativos “amigos do clima”.
Os fluxos de capital para dívida verde acontecem num ano em que alguns governos reduziram regras ambientais e incentivos para energia limpa. Nos Estados Unidos, por exemplo, o executivo apoiou a expansão de combustíveis fósseis e revogou subsídios a energias renováveis, e na Europa também foram revistas algumas das normas ambientais mais exigentes, motivadas por preocupações com crescimento económico e competitividade.
Apesar deste cenário, os investidores continuam a demonstrar um forte interesse por ativos sustentáveis, impulsionado, em parte, pelas perspetivas de crescimento da procura global de eletricidade. Este aumento é alimentado pelo avanço da inteligência artificial, pela expansão do setor do arrefecimento e pela eletrificação da economia, fatores que reforçam a expectativa de rendimentos estáveis destes instrumentos.
Em termos regionais, os dados mostram diferenças significativas entre os principais mercados. A China liderou as emissões, com cerca de 118 mil milhões de euros em dívida verde, consolidando-se como o maior emissor mundial, enquanto os Estados Unidos registaram uma queda de aproximadamente 7%, situando-se em cerca de 139 mil milhões de euros. Já a União Europeia, incluindo países e instituições como o Banco Europeu de Investimento manteve “volumes substanciais” de emissão, contribuindo para que o total global chegasse aos 810 mil milhões de euros em 2025. Bancos europeus, como BNP Paribas e Crédit Agricole, destacaram-se na colocação destes títulos no mercado, apurou a análise.
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