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Endesa regista mais 22% de lucro líquido nos primeiros nove meses do ano
Perante o apagão de abril, o CEO José Bogas defendeu que “é crítico reconsiderar o plano previsto de encerramento da frota nuclear” espanhola.
29 Out 2025 - 10:07
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Foto: Endesa
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Foto: Endesa
A Endesa registou um lucro líquido de 1.711 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, um aumento de 22% relativamente ao ano transato. O resultado bruto de exploração (EBITDA) aumentou 9% em termos homólogos, atingindo 4.224 milhões de euros. A geração de caixa registou uma subida de 29% até setembro, situando-se nos 3.437 milhões de euros.
Na demonstração de resultados apresentada nesta quarta-feira, a energética espanhola informa que está a avançar também na sua estratégia de utilização eficiente do capital com os acordos dos últimos meses: aquisição da empresa eólica Cetasa, acordo para a compra da comercializadora energética da MasOrange (pendente da Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência em Espanha), e conclusão da venda de 49,99% de um grupo de centrais solares em operação à Masdar, assinada em março passado.
Já no âmbito do programa de recompra de ações de 2.000 milhões de euros aprovado na Assembleia Geral de Acionistas deste ano, foi lançado o terceiro segmento, até 500 milhões de euros, com prazo de execução até 28 de fevereiro próximo.
Relativamente às condições do mercado elétrico, confirma-se o crescimento da procura ajustada em 1,8% em termos homólogos em Espanha, e de 2,5% nas áreas de distribuição da Endesa, ambas na Península Ibérica. Isto graças à recuperação do consumo da indústria e do setor dos serviços, à ligação de nova procura como os centros de dados, bem como ao maior consumo residencial devido ao aumento das temperaturas no verão passado, refere a Endesa.
Em defesa do nuclear
A elétrica destaca que preço médio do mercado grossista de eletricidade (“pool”) aumentou 21% nos primeiros nove meses do ano, atingindo os 63 euros/MWh, aos quais se somam mais 17 euros em média de custos associados, principalmente devido à operação reforçada que o operador do sistema está a aplicar após o apagão de 28 de abril.
Assim, a Endesa defende que, tendo em conta as lições aprendidas com o apagão e num sistema dominado pelas energias renováveis, é fundamental reconsiderar o encerramento previsto do parque nuclear. “Continua sem estar claro por quanto tempo o operador do sistema manterá a sua operação especial anti-apagões, que representa um custo adicional relevante para o sistema. Além disso, deveriam ser consideradas algumas lições aprendidas após o incidente. O sistema elétrico espanhol é seguro, mas é necessário atualizar sua operação após mudanças estruturais decorrentes da presença dominante de tecnologias renováveis. Neste novo cenário, é crítico reconsiderar o plano previsto de encerramento da frota nuclear, que começa em Almaraz. Esta central revelou-se fundamental para reforçar a segurança do abastecimento devido à sua localização numa área geográfica com grande produção renovável”, declarou o CEO da Endesa, José Bogas, na apresentação aos analistas.
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