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Energia consumida para arrefecer habitações na União Europeia duplicou em seis anos
Em 2024, Portugal consumiu cerca de 1,3 mil TJ de energia, situando-se assim como o décimo primeiro país que mais consumiu, mas muito longe dos países que mais gastaram. No mesmo ano a UE atingiu os 80,4 mil TJ de consumo para refrigeração.
08 Jul 2026 - 18:01
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Foto: Magnific
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O consumo de energia para arrefecimento de habitações na União Europeia (UE) duplicou em seis anos, atingindo os 80,4 mil terajoules (TJ) em 2024, mostram dados do Eurostat, divulgados nesta quarta-feira.
Em 2018, as habitações da UE consumiram 40,5 mil TJ para arrefecimento dos espaços, o que significa que, até 2024, o consumo final total de energia para este fim duplicou. Entre 2018 e 2024, o consumo aumentou todos os anos, com exceção de 2023 e 2020, anos em que se registaram decréscimos face aos anos anteriores.
Segundo a comissão europeia, o aumento dos consumos poderá estar relacionado com o aumento progressivo das temperaturas, com as ondas de calor, cada vez mais frequentes e com outras consequências das alterações climáticas.
De acordo com os dados do Eurostat, em 2024, Portugal consumiu cerca de 1,3 mil TJ de energia, situando-se assim como o décimo primeiro país que mais consumiu, mas muito longe dos países que mais gastaram.
Em Portugal, o arrefecimento representava apenas 0,67% do consumo final de energia das habitações em 2010. Já em 2023, ano do maior pico de consumo, o arrefecimento das casas, já representou 1,10% da energia total consumida, o que significa que o consumo mais que duplicou.
Entre os países da UE, Itália, Espanha e Grécia registaram o maior consumo total de energia para arrefecimento dos espaços, com 26,3 mil TJ, 14,3 mil TJ e 11,9 mil TJ, respetivamente.
No entanto, Chipre e Malta apresentam, de longe, as maiores proporções de energia utilizada para arrefecimento dos espaços no consumo final de energia das habitações, com 16,0% e 15,0%, respetivamente.
Já na Grécia, 7,4% do consumo de energia das habitações destinou-se ao arrefecimento, enquanto em Espanha e em Itália essa proporção foi inferior, situando-se em 2,5% e 2,3%, respetivamente.
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