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Portugal é o país da UE que mais energia gasta para cozinhar
Quase um terço da energia consumida nas casas portuguesas é usada para cozinhar. Já no aquecimento das casas, Portugal é o segundo país que menos energia gasta. A UE segue a tendência inversa, com os maiores consumos no aquecimento.
12 Jun 2026 - 06:27
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Portugal é o país da União Europeia (UE) que mais utiliza energia para cozinhar, com consumos superiores a 30% dos gastos energéticos totais do setor residencial. Em contrapartida, é o segundo país que menos gasta para aquecer as casas, mostram os novos dados do Eurostat referentes a 2024.
Quase um terço da energia consumida nas residências em Portugal, em 2024, foi utilizada nas cozinhas, enquanto 28,8% dos consumos residenciais foram usados para aquecer as casas. Os restantes gastos energéticos das famílias portuguesas foram destinados à iluminação e aparelhos eletrónicos (21,6%), aquecimento de água (17,7%) e refrigeração de ambientes (1%).
A nível da UE, os agregados familiares utilizaram a maior parte da energia para aquecimento ambiente, sendo este fim responsável por 61,5 % dos consumos, e para aquecimento de água (15,6%). A restante energia foi utilizada para iluminação e aparelhos elétricos (14,8 %) e só depois a cozinha (6,4 %), outras utilizações (0,9 %) e refrigeração ambiente (0,8 %).
Além de Portugal, Montenegro e Georgia foram os países que gastaram mais energia nas cozinhas, em contraste com Finlândia, Noruega e Bélgica, os países que menos gastaram para esta finalidade.
Nos consumos energéticos para aquecer as casas, Portugal foi dos países mais poupados, ficando apenas atrás de Malta, que gastou apenas 20% da energia das suas famílias para aquecimento. Os que mais gastaram foram a Macedónia do Norte, o Luxemburgo e a Alemanha, com consumos superiores a 70%.
Ao todo, as famílias da UE consumiram 9,54 milhões de terajoules de energia (TJ) nas suas casas, o que representa uma ligeira descida em relação aos 9,57 milhões TJ registados em 2023. O consumo de energia nos agregados familiares tem vindo a diminuir há três anos consecutivos, após o pico histórico de 10,98 milhões TJ atingido em 2021, de acordo com o Eurostat.
Os agregados familiares representaram 26,0% do consumo final de energia na UE em 2024. A maior parte do consumo final de energia da UE nos agregados familiares foi alimentada por gás natural (29,4%), eletricidade (26,9%) e energias renováveis e biocombustíveis (22,8%).
No caso de Portugal, os maiores consumos foram feitos a partir de eletricidade, que continua a representar 43,2% dos consumos domésticos. No entanto, a segunda fonte mais usada para alimentar o setor residencial foram as energias renováveis, que já são utilizadas em 36,7% das utilizações energéticas das famílias portuguesas. Os recursos menos usados foram o petróleo (11,4%) e o gás natural (8,7%).
É importante relembrar que, graças às perturbações no estreito de Ormuz, e à consequente crise energética, os preços da eletricidade e do gás natural, frequentemente usados para cozinhar, têm aumentado acentuadamente. Em maio deste ano, a Agência Internacional de Energia alertou para o impacto crescente da escassez de gás de petróleo liquefeito (GPL), combustível utilizado diariamente nas cozinhas de cerca de 3,4 mil milhões de pessoas em todo o mundo.
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