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Ministra do Ambiente aponta falta de investimento no sistema de água de Almada
Maria da Graça Carvalho diz que o município tem “perdas muito altas” e deve recorrer aos fundos do Sustentável 2030 para modernizar infraestruturas e reduzir desperdícios.
08 Jul 2026 - 15:37
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Maria da Graça Carvalho ministra do Ambiente e Energia | Foto LinkedIn
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Maria da Graça Carvalho ministra do Ambiente e Energia | Foto LinkedIn
A ministra do Ambiente afirmou nesta quarta-feira que, em Almada, “não têm sido feitos os investimentos necessários” no sistema de abastecimento de água, defendendo que o município deve recorrer aos fundos disponíveis para reduzir perdas e modernizar as infraestruturas.
Em declarações aos jornalistas à margem da inauguração da nova Estação de Água para Reutilização (ApR) de Vilamoura, Maria da Graça Carvalho sublinhou que, em Almada, “os serviços municipais são os responsáveis pelo sistema de água” e considerou que a falta de investimento é “evidente”.
A ministra referiu que existem verbas disponíveis através dos programas operacionais do Sustentável 2030, mas salientou que é necessário apresentar candidaturas para aceder ao financiamento.
“Existe financiamento nos vários programas operacionais no Sustentável 2030, mas é preciso concorrer. É preciso fazer as propostas, negociar e depois lançar os concursos. É assim que se consegue preparar o futuro”, afirmou.
Como exemplo, apontou os investimentos em curso noutras regiões do país, referindo que no Alentejo inaugurou, na terça-feira, duas estações de tratamento concluídas “num ano e pouco”.
Segundo a ministra, o Alentejo tem atualmente 568 milhões de euros em investimentos na área da água, entre obras em execução, concluídas ou em fase de concurso.
“Há um esforço muito grande de planear, de investir, de procurar fundos e é isso que é necessário todos fazerem”, disse.
A governante acrescentou que tanto a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) como a Águas de Portugal já contactaram o município de Almada para disponibilizar apoio técnico.
“Nós estamos disponíveis e a Agência Portuguesa do Ambiente e as Águas de Portugal também contactaram o município de Almada para ajudar a fazer este esforço”, afirmou.
A ministra insistiu que é necessário “planear”, “diminuir as perdas”, que classificou como “muito altas” no município, e investir nas infraestruturas para responder aos desafios futuros.
Sustentou ainda que a receita obtida através da faturação da água no concelho ultrapassa os custos do serviço, considerando existir “uma margem para investir”, mesmo sem recurso a fundos comunitários.
Questionada sobre as críticas da autarquia de que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não previu verbas para este tipo de investimentos, a ministra rejeitou essa leitura.
“Está no Sustentável 2030, temos mais de 400 milhões de euros, nunca concorreram”, afirmou.
Maria da Graça Carvalho deslocou-se hoje ao Algarve para inaugurar a Estação de Água para Reutilização (ApR) de Vilamoura e lançar a primeira pedra da construção da dessalinizadora, em Albufeira, obra que está em curso desde abril passado, terminando a visita com a inauguração da Estação de Tratamento de Águas Residuais de Albufeira Poente.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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