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Energia nuclear atinge recorde na produção de eletricidade
Reatores nucleares evitaram, em 2024, emissão de 2,1 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono, o equivalente a quase duas vezes a pegada carbónica de toda indústria da aviação, segundo a Associação Nuclear Mundial.
04 Set 2025 - 11:33
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Foto Pixabay
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Em 2024, os reatores nucleares forneceram mais eletricidade do que alguma vez registada. Produziram 2667 TWh de eletricidade, segundo a avança a Associação Nuclear Mundial (ANM) no ‘World Nuclear Performance Report 2025’. Segundo o relatório, divulgado nesta segunda-feira, a frota global de reator funcionou no último ano com um fator de carga média de 83%, superior a outras fontes de eletricidade.
Segundo o relatório, os reatores nucleares evitaram no ano passado a emissão de 2,1 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono, o equivalente a quase duas vezes a pegada carbónica de toda a aviação mundial.
Grande parte deste crescimento tem origem na Ásia. Dos 68 reatores construídos nos últimos dez anos, 56 foram comissionados em países asiáticos. A tendência mantém-se: dos 70 atualmente em construção, 59 localizam-se também na região.
Em 2024, sete novas unidades foram ligadas à rede elétrica. Três delas na China e as restantes nos Emirados Árabes Unidos, França, Índia e Estados Unidos. Durante o mesmo período, arrancou a construção de nove novos reatores: seis na China e um no Paquistão, Egito e Rússia.
Apesar deste avanço, o relatório alerta que a procura global de eletricidade cresce mais depressa do que a oferta de energias limpas. Para responder ao desafio, a triplicação da capacidade nuclear mundial é considerada essencial para garantir um fornecimento estável, de larga escala e com baixas emissões.
“O novo recorde de produção (…) é um tributo à indústria nuclear”, afirmou Sama Bilbao y León, diretora-geral da ANM. Mas “para cumprirmos os nossos objetivos globais de energia e clima, este recorde tem de ser superado continuamente, ano após ano, e em volumes cada vez maiores”, realça.
A responsável sublinha também que o marco alcançado representa não apenas um feito técnico, mas também um ponto de viragem: o desafio “é imenso, mas a oportunidade também”.
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