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Consumo de energia na indústria da UE cai 8% mas aumenta no setor alimentar com aposta nas renováveis
Uso de energias renováveis e biocombustíveis na UE registam o maior crescimento no setor alimentar. Consumo global da indústria continua a diminuir face a 2014.
31 Mai 2026 - 14:51
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O consumo de energia no setor industrial da União Europeia continuou a diminuir em 2024. De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Eurostat, a indústria utilizou 8 835 petajoules (PJ) de energia, o que representa uma redução de 8,1% face a 2014, enquanto o setor alimentar registou um aumento do uso de energia, com maior aposta nas energias renováveis.
A eletricidade foi a principal fonte de energia utilizada pela indústria europeia, representando 2 945 PJ, correspondente a 33,3% do consumo total, seguida do gás natural, com 2 817 PJ, 31,9% do consumo. As energias renováveis e os biocombustíveis ocuparam a terceira posição, com 999 PJ, 11,3% dos consumos, ultrapassando os produtos petrolíferos, que representaram 922 PJ, 10,4% do consumo total. O restante consumo distribuiu-se entre combustíveis fósseis sólidos, calor e resíduos não renováveis.
Ao contrário da tendência geral da indústria, o setor da alimentação, bebidas e tabaco consumiu 1 134 petajoules, correspondendo a 12,8% do consumo energético industrial total e um crescimento de 4,7% face a 2014.
Neste setor, o gás natural continua a ser a principal fonte energética, representando 525 PJ, seguido da eletricidade. As restantes fontes incluem energias renováveis e biocombustíveis, produtos petrolíferos, calor, combustíveis fósseis sólidos e resíduos não renováveis.
As energias renováveis e os biocombustíveis registaram o maior crescimento relativo no setor alimentar, com um aumento de 68,4% face a 2014. Também o recurso a resíduos não renováveis aumentou significativamente. A utilização de eletricidade cresceu 8,1% e a de gás natural 5,0%.
De forma global, quando comparado com 2014, o consumo da maioria dos produtos energéticos na indústria europeia diminuiu. As maiores quedas registaram-se nos combustíveis fósseis sólidos (-34,8%) e no consumo de calor (-23,7%).
Por outro lado, apenas duas fontes energéticas registaram aumentos significativos: os resíduos não renováveis (+32,1%) e as energias renováveis e biocombustíveis (+24,3%), evidenciando a progressiva diversificação do mix energético industrial europeu e o reforço da aposta em fontes de menor intensidade carbónica.
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