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EUA vão atrasar encerramento de centrais a carvão para responder à procura de energia pela IA
Administração Trump aposta no prolongamento da vida útil de centrais e em reforçar a energia nuclear.
26 Set 2025 - 08:05
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Foto: Wikimedia/Gage Skidmore
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Foto: Wikimedia/Gage Skidmore
A administração do presidente norte-americano Donald Trump espera que a maioria das centrais elétricas a carvão em funcionamento nos Estados Unidos adie o seu encerramento, de forma a garantir a procura crescente de energia para alimentar plataformas de inteligência artificial (IA). A confirmação foi dada pelo secretário da Energia, Chris Wright, em declarações à Reuters.
“A sobriedade energética voltou a Washington. O nosso foco está nos americanos, no preço da eletricidade e em evitar apagões. Temos de travar a retirada de capacidade firme existente”, afirmou Wright, nesta quinta-feira, em Nova Iorque.
O governo norte-americano pretende aumentar a produção energética através de três vias principais, nomeadamente, prologando a atividade das centrais a carvão, impulsionando a energia nuclear e permitindo que centrais de reserva funcionem de forma contínua.
Wright aduiantou que a maioria das várias dezenas de centrais a carvão que estavam próximas da reforma se vão manter em operação.
Além do carvão, o executivo aposta também no relançamento da energia nuclear. Estão em curso processos inéditos de reativação de duas centrais, incluindo a de Three Mile Island, na Pensilvânia, agora rebatizada como Crane Clean Energy Center, que vai fornecer energia a centros de dados da Microsoft.
A procura elétrica nos EUA deverá atingir níveis recorde em 2025 e continuar a crescer até ao final da década, impulsionada pela instalação de gigantescos complexos de data centers dedicados à inteligência artificial.
Num contexto de competição global com a China, Wright sublinhou que a corrida ao domínio da IA depende sobretudo da capacidade de gerar mais eletricidade: “Neste momento, pouco importa o que a China diz sobre política climática. Eles estão a expandir a sua produção elétrica e industrial, e a enviar-nos uma mensagem clara: continuem a transferir-nos indústria”, disse.
O Departamento de Energia já abriu os procedimentos para instalar novas centrais elétricas e centros de dados, tendo recebido cerca de 300 manifestações de interesse.
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