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Europa precisa de 800 mil milhões na rede de transporte de eletricidade até 2050
ENTSO-E defende que enquadramentos regulamentares devem assegurar fluxos de caixa robustos e retornos competitivos para os Gestores de Redes de Transporte. Entidade apela ao investimento em capital próprio do BEI.
12 Set 2025 - 17:00
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A Europa terá de investir mais de 800 mil milhões de euros na rede de transporte de eletricidade até 2050 para responder às exigências da transição energética. A estimativa é avançada no mais recente Plano de Desenvolvimento da Rede (TYNDP 2024), coordenado pela ENTSO-E, que alertou nesta quinta-feira: “Cada euro investido na rede traduz-se em 2 euros poupados em custos do sistema até 2040”.
A Rede Europeia de Operadores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E, na sigla inglesa) diz que o investimento deve incluir a infraestruturas de transmissão transfronteiriças, híbridas e offshore, bem como soluções de armazenamento, consideradas essenciais para garantir a descarbonização, a independência energética e a segurança europeia.
Para atrair o capital privado necessário, a ENTSO-E defende que os enquadramentos regulamentares devem assegurar regras “estáveis, previsíveis e orientadas para o futuro”, que ofereçam fluxos de caixa robustos e retornos competitivos para os Gestores de Redes de Transporte (GRT).
O Banco Europeu de Investimento (BEI) e os Bancos Nacionais de Desenvolvimento são apontados como atores essenciais. O relatório recomenda que estas instituições reforcem o investimento em capital próprio dos GRT e expandam os mecanismos de apoio, incluindo garantias, subvenções e regimes de financiamento misto, de forma a reduzir riscos e atrair investidores privados.
Fundos europeus reforçados
O documento destaca ainda a importância de reforçar o Mecanismo Interligar a Europa para a Energia (CEF-E) no próximo Quadro Financeiro Plurianual, ou de integrar financiamento através de fundos complementares. O objetivo é garantir que os projetos de transmissão elétrica tenham envelopes dedicados, evitando competir diretamente com outras áreas da transição energética.
A ENTSO-E defende igualmente que estes projetos sejam reconhecidos como ativos estratégicos para a defesa e independência energética da União Europeia, integrando-os assim no crescente orçamento europeu de defesa.
Outro ponto crítico prende-se com a burocracia: a entidade pede a simplificação dos processos de candidatura a fundos da UE e a apoios dos bancos de desenvolvimento, ao reduzir prazos de decisão e eliminar a exigência de provas de rentabilidade ou solvabilidade em projetos já considerados essenciais para o sistema elétrico europeu.
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