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Fatura anual da luz pode subir 360 euros se trocar esquentador a gás por termoacumulador elétrico
O Programa E-Lar, cujas candidaturas abrem já dia 30, arrisca o aumento das contas da luz para as famílias, segundo o alerta da DECO PROteste.
22 Set 2025 - 16:14
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Foto: Adobe Stock/Franco Tognarini
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Foto: Adobe Stock/Franco Tognarini
O Programa E-Lar poderá levar ao aumento da futura da luz para muitas famílias, sobretudo pela substituição de esquentadores a gás por termoacumuladores elétricos – a única opção financiada pelo programa para o aquecimento de águas, podendo agravar 360 euros por ano. Os modelos disponíveis no mercado têm apenas 30 litros de capacidade, ou seja, ficam aquém dos 40 litros por pessoa recomendados pelo Manual de Certificação Energética dos Edifícios.
O alerta foi dado a conhecer pela DECO PROteste que aponta que o projeto a cargo do Fundo Ambiental – cujas candidaturas abrem já no dia 30 de setembro – ignora também custos como o aumento da potência contratada, a instalação elétrica e falhas de segurança, como a substituição de equipamentos a gás.
Além disso, a organização de defesa dos consumidores salienta que as bombas de calor estão excluídas do programa, uma tecnologia de aquecimento de águas que permitiria uma poupança anual a rondar os 350 euros.
“Sem melhorias estruturais, como o isolamento térmico, existe o risco de as famílias verem as suas faturas aumentar, mesmo recorrendo a equipamentos eficientes. Por outro lado, a substituição de aparelhos a gás por equipamentos elétricos deve ser acompanhada de requisitos claros de segurança, ausentes do atual Aviso do Programa E-Lar”, defende Mariana Ludovino, porta-voz da DECO PROteste.
O Programa E-LAR tem como objetivo geral apoiar os agregados familiares na eletrificação dos seus consumos energéticos e na compra de equipamentos eficientes, ao contribuir para a descarbonização e para a recolha e reciclagem de materiais a gás.
Embora reconheça “o mérito” da iniciava, a DECO assinalou várias falhas no projeto e já apresentou as suas sugestões ao Ministério do Ambiente e Energia, entre elas, a necessidade de simplificar os processos; a abrangência concorrencial e geográfica dos fornecedores; os custos da eletrificação e da potência contratada; e a segurança e compatibilidade na substituição de equipamentos.
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