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França e Itália pressionam Bruxelas para suspender taxa de carbono sobre fertilizantes

Países alegam necessidade de proteger agricultores europeus da pressão do CBAM. Questão será debatida entre ministros do setor nesta quarta-feira, na reunião sobre o acordo Mercosul.

07 Jan 2026 - 16:04

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A Presidente italiana, Giorgia Meloni, com o Presidente francês, Emmanuel Macron, 2023 | Foto: Governo de Itália

A Presidente italiana, Giorgia Meloni, com o Presidente francês, Emmanuel Macron, 2023 | Foto: Governo de Itália

França e Itália mobilizaram-se na tentativa de obter uma isenção temporária dos fertilizantes do Mecanismo de Ajustamento Carbónico Fronteiriço (CBAM, na sigla inglesa) da União Europeia. A posição surge apenas dias após a entrada em vigor da taxa, a 1 de janeiro. De acordo com documentos consultados pela Reuters, os países alegam que é necessária a isenção para proteger os agricultores em dificuldade de adaptação.

O projeto de declaração elaborado pelo governo francês e distribuído entre os governos europeus apela à Comissão Europeia para adiar ou suspender provisoriamente a aplicação da taxa aos fertilizantes. “Tal adiamento aliviaria as tensões no setor agrícola e daria aos operadores económicos tempo para restaurar condições satisfatórias de abastecimento de fertilizantes para a campanha agrícola de 2026”, defendia o documento analisado pela Reuters.

A pressão intensificou-se com uma carta do ministro da Agricultura italiano, Francesco Lollobrigida, dirigia ao comissário europeu com a mesma tutela, Christophe Hansen. Nessa declaração, conforme citado pela agência britânica, instava que “uma cláusula suspensiva sobre os efeitos da CBAM para os fertilizantes deve ser ativada o mais rapidamente possível”, ao invocar “as graves circunstâncias do mercado” e o impacto nos preços.

A questão vai ser debatida na reunião de ministros da Agricultura europeus desta quarta, em Bruxelas, convocada para convencer os Estados-membros indecisos a apoiar o acordo de comércio livre com o Mercosul – o mercado comum às nações sul-americanas.

Paris, embora reafirme o seu apoio ao CBAM, justifica a proposta com a situação difícil em que os agricultores se encontram, pressionados pelos preços baixos dos cereais e pelo aumento dos custos com as tarifas sobre importações de fertilizantes russos. Embora a suspensão da taxa sobre fertilizantes alivie temporariamente os custos para os agricultores, representa um golpe direto nos produtores europeus de fertilizantes, descreve ainda a Reuters.

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