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Fundo de Energia Sustentável para África quer duplicar financiamento em dois anos
Objetivo é que o financiamento suba para 2,5 mil milhões de dólares, aproveitando a transição energética do continente.
04 Mar 2026 - 17:45
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O Fundo de Energia Sustentável para África (FESA) planeia mais do que duplicar o seu financiamento para 2,5 mil milhões de dólares nos próximos dois anos, aproveitando a transição energética do continente, anunciou o seu gestor.
“Com base nos nossos projetos em carteira, projetamos que a mobilização de capital suba para 2,5 mil milhões de dólares [2,15 mil milhões de euros]”, disse o gestor da Divisão de Fundos de Energias Renováveis do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e responsável pelo FESA, João Duarte Cunha.
Em declarações à agência norte-americana de notícias Associated Press, disse também esperar que a carteira do Fundo “atinja mais de 10 mil milhões de dólares [8,6 mil milhões de euros] em capital comercial mobilizado até 2030”.
As contribuições para o FESA, que já totalizam cerca de mil milhões de dólares (860 milhões de euros) desde o seu lançamento, aumentaram para 88 milhões de dólares (75 milhões de euros) em 2025, principalmente oriundas dos países membros da União Europeia, o que representou um aumento de mais de 60% em relação aos 54,3 milhões de dólares (46,7 milhões de euros) do ano anterior, de acordo com dados citados pela AP.
“O FESA está a provar o seu valor catalisador no terreno, com aprovações e desembolsos acelerados e um impacto crescente”, disse o vice-presidente do BAD com o pelouro da Energia, Clima e Crescimento Verde, Kevin Kariuki.
O banco aprovou 13 projetos de energia renovável no ano passado, no valor de 97 milhões de dólares (83,4 milhões de euros), em comparação com 14 projetos avaliados em 108 milhões de dólares (92,9 milhões de euros) no ano anterior, acrescentou.
“Os últimos dois anos foram dos mais fortes, com 27 projetos aprovados, também amplamente comparáveis em termos de volumes de financiamento e significativamente superiores aos anos anteriores”, afirmou Cunha.
A Alemanha comprometeu-se a contribuir com 40,1 milhões de dólares, cerca de 34,5 milhões de euros, na cimeira global do clima, a COP 30, realizada em 2025 no Brasil, para apoiar a meta do FESA de acesso universal à energia e o seu programa de hidrogénio verde, ao passo que a Itália anunciou uma contribuição de 5,9 milhões de dólares, mais de 5 milhões de euros.
O FESA foi concebido em 2011 para atrair investimento privado em energia limpa em todo o continente, concedendo empréstimos a baixo custo e assistência técnica para expandir o acesso à energia e apoiar o desenvolvimento sustentável.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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