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Brasil quer mobilizar 8,5 mil ME para desenvolvimento de tecnologias sustentáveis
Brasil está a preparar um itinerário de eventos internacionais para captar capital estrangeiro. Apresentação da iniciativa deverá passar pelos Estados Unidos, Europa e China.
25 Mai 2026 - 16:42
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Imagem: Freepik
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O Brasil pretende mobilizar cerca de 8,5 mil milhões de euros, cerca de 50 mil milhões de reais, num leilão no âmbito do programa Eco Invest, focado no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis avançadas em setores estratégicos.
O quinto leilão, anunciado nesta segunda-feira, é o mais ambicioso até ao momento. Através dos recursos públicos do fundo climático, a administração de Lula da Silva pretende alavancar investimento privado, com uma atenção especial para investidores estrangeiros.
Neste sentido, Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, adiantou à Reuters que o Brasil está a preparar um itinerário de eventos internacionais para captar capital estrangeiro. O “roadshow” para apresentar a iniciativa deverá passar pelos Estados Unidos, Europ, e China.
Os recursos conseguidos vão ser direcionados para seis áreas: fertilizantes verdes; sistemas de baterias e processamento de minerais críticos; combustíveis sustentáveis; automação e inteligência artificial na produção; química verde e, por fim, utilização circular de resíduos minerais e industriais.
Nos últimos anos, o Brasil tem procurado posicionar-se em setores estratégicos, ainda que sofra alguns estrangulamentos estruturais. Ao mesmo tempo que canaliza esforços para estabelecer quadros regulatórios para os minerais críticos e atrair investimento para centros de investigação e de dados, procura também angariar financiamento para a energia limpa, num contexto das preocupações geopolíticas globais.
O Brasil prevê ainda a criação de seis fundos de inovação, atribuindo a cada um deles cerca de 255 milhões de euros (1,5 mil milhões de reais) em capital público, ainda que seja permitido que os investidores privados contribuam com até o dobro desse montante.
Pelo menos 0,5% do total dos recursos mobilizados está destinado a projetos de investigação e empreendedorismo, com um mínimo de 10% do orçamento de cada fundo ligado a empresas que trabalhem com instituições de investigação ou que estejam a localizar tecnologias verdes no estrangeiro.
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