3 min leitura
Quatro tecnologias limpas já são mais baratas do que combustíveis fósseis
Relatório europeu aponta avanços na energia solar, eólica, mobilidade elétrica e biocombustíveis, mas alerta para atrasos em soluções emergentes e para riscos da fragmentação comercial.
31 Mar 2026 - 08:00
3 min leitura
Foto Adobe stockInfiniteFlow
- Confederação Nacional da Agricultura diz que proposta do OE2027 não prevê reforço das verbas para agricultura
- Odemira com investimento de 5,9 ME para reforçar abastecimento de água
- Projeto português vence prémio europeu dedicado à sustentabilidade e à inovação
- Seguradoras poderão aumentar prémios e excluir riscos climáticos das apólices
- Mulheres gerem 18,1% da superfície agrícola em Portugal
- ZERO dá parecer desfavorável à Barragem da Foupana por riscos para espécie ameaçada
Foto Adobe stockInfiniteFlow
Quatro das quinze tecnologias consideradas essenciais para limitar o aquecimento global a 1,5°C já são hoje mais competitivas do que as alternativas baseadas em combustíveis fósseis. A conclusão é de uma análise do Centro Comum de Investigação da União Europeia (JRC, na sigla inglesa), baseada em dados de 2025, que traça um retrato simultaneamente encorajador e incompleto da transição energética global.
Energia solar, energia eólica, veículos elétricos e biocombustíveis destacam-se como os casos mais avançados, dado que já atingiram níveis de custo e de implementação que permitem a sua adoção em larga escala. Segundo o relatório, estas tecnologias cumprem pelo menos 80% das metas de implantação necessárias até 2050 para alinhar com os cenários climáticos mais ambiciosos.
Por sua vez, outras soluções consideradas críticas, como os combustíveis sintéticos, a captura de CO2 ou alternativas de baixo carbono para a indústria pesada, continuam aquém do necessário. Classificadas como “emergentes”, estas tecnologias não chegam sequer a metade do nível de implantação exigido, dependendo ainda de inovação tecnológica, investimento e apoio político consistente.
Entre estes dois extremos surgem tecnologias “em avanço”, como a energia nuclear, o armazenamento de energia e opções de baixo nível de emissões para transportes pesados, que apresentam algum dinamismo, mas ainda insuficiente para acompanhar o ritmo exigido pelos objetivos climáticos.
O relatório, publicado na edição de 2025 do “Global Energy and Climate Outlook” (“Perspetivas Globais sobre Energia e Clima”), sublinha que a transição energética exigirá um esforço coordenado em toda a gama de tecnologias disponíveis. Mesmo aquelas com menor impacto direto na redução de emissões desempenham um papel complementar, sobretudo em setores difíceis de descarbonizar, como a aviação e o transporte marítimo.
Na produção de eletricidade, a solar e a eólica consolidam-se como as opções mais baratas em vários mercados, com níveis de implementação já compatíveis com os cenários globais. Já o armazenamento de energia, apesar de crescer rapidamente, precisa de acelerar para garantir a estabilidade e flexibilidade dos sistemas energéticos, segundo o JRC.
Para o setor dos transportes, o estudo prevê que a frota global de carros elétricos poderá multiplicar-se por mais de quarenta até 2050. No entanto, os camiões elétricos continuam dependentes de políticas públicas para ganhar escala.
O relatório introduz ainda um fator de risco adicional da fragmentação do comércio internacional. Embora possa contribuir para reduzir emissões, essa fragmentação tende a fazê-lo de forma “ineficiente”, causando perdas no PIB maiores do que as reduções de emissões.
- Confederação Nacional da Agricultura diz que proposta do OE2027 não prevê reforço das verbas para agricultura
- Odemira com investimento de 5,9 ME para reforçar abastecimento de água
- Projeto português vence prémio europeu dedicado à sustentabilidade e à inovação
- Mulheres gerem 18,1% da superfície agrícola em Portugal
- ZERO dá parecer desfavorável à Barragem da Foupana por riscos para espécie ameaçada
- Espanha vai renaturalizar terrenos agrícolas em Doñana para reduzir pressão sobre aquífero