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Fusão de negócios da Galp com Moeve será avaliada pela Comissão Europeia

Autoridade da Concorrência disse que, a concretizar-se, com base no volume de negócios superior a cinco mil milhões de euros, a operação seja analisada por Bruxelas que "atuará de forma firme" se entender que põe em causa a concorrência.

29 Abr 2026 - 14:08

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Foto: Moeve

Foto: Moeve

A concentração da Galp e da espanhola Moeve (antiga Cepsa) passará pelo crivo da Comissão Europeia, tendo em conta o volume de negócios superior a cinco mil milhões de euros, afirmou nesta quarta-feira o presidente da Autoridade da Concorrência. Em audição na Comissão de Economia e Coesão Territorial, Nuno Cunha Rodrigues disse que, a concretizar-se, com base no volume de negócios superior a cinco mil milhões de euros, a operação seja analisada por Bruxelas que “atuará de forma firme” se entender que põe em causa a concorrência.

“Admito que operação seja analisada pela Comissão Europeia, considerando os números e as empresas envolvidas, mas a Comissão Europeia, estou certo disso, atuará de forma firme se verificar que há alguns entraves concorrenciais que se criam em consequência da projetada operação”, afirmou a responsável em resposta ao deputado do Chega Filipe Melo.

Em 8 de janeiro, a Galp e a Moeve anunciaram um acordo para avançar para a potencial integração dos seus negócios de refinação e processamento de petróleo (‘downstream’) na Península Ibérica, criando duas plataformas energéticas europeias: uma industrial e outra focada na mobilidade.

Na segunda-feira, questionado sobre a evolução da negociação para a fusão e ativos com a Moeve, o co-CEO da Galp, João Diogo Marques da Silva, disse à Lusa que não há nenhum ponto particularmente “mais difícil”, embora admita que o calendário é apertado. “Não quero dizer que seja um calendário fácil, é um calendário apertado, mas nós em meados deste ano mantemos a intenção de ter o ‘signing’ [assinatura] desta transação”, acrescentou.

Questionados sobre as críticas de que a operação com a Moeve possa colocar em causa a soberania ou independência energética nacional caso a refinaria de Sines passe para mãos espanholas, a Co-CEO, Maria João Carioca, disse que a Galp tem ouvido “os dois lados”.

“A melhor maneira de assegurar soberania é garantir que a prazo os ativos estão bem mantidos, desenvolvidos, com a transição energética feita em boas condições”, defendeu. Segundo Maria João Carioca, a discussão deve ser vista como “uma conversa de futuro, de investimento”, num contexto em que a Europa reconhece cada vez mais a importância de escala, flexibilidade e investimento.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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