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Gases com efeito de estufa atingem máximo histórico com EUA a liderar o maior aumento absoluto

Enquanto a China e a Índia conseguiram manter ou diminuir os seus níveis de emissões, os Estados Unidos da América registaram o maior aumento absoluto a nível mundial. Os seis maiores emissores do mundo representaram cerca de 62% das emissões globais

08 Set 2026 - 09:01

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Foto: Magnific

Foto: Magnific

As emissões equivalentes de dióxido de carbono para a atmosfera, excluindo o uso do solo e a silvicultura (LULUCF, na sigla em inglês), atingiram um recorde histórico de 54 gigatoneladas, em 2025. Isto significa um aumento de 0,7% face a 2024, de acordo com os dados mais recentes da Base de Dados de Emissões para a Investigação Atmosférica Global da Comissão Europeia. 

Os seis maiores emissores do mundo, China, Estados Unidos, Índia, União Europeia, Rússia e Indonésia, representaram, entre eles, cerca de 62% das emissões globais de gases com efeito de estufa em 2025. 

No entanto, enquanto a China, maior emissor desde 2005, e a Índia conseguiram manter ou diminuir os seus níveis de emissões, os Estados Unidos da América registaram o maior aumento absoluto a nível mundial, com as emissões a crescerem 2,2% face a 2024.

Já a União Europeia (UE), reduziu as suas emissões de gases com efeito de estufa, excluindo o LULUCF, em 0,2% face a 2024, alcançando uma redução total de 35,6% em comparação com os níveis de 1990. A participação da UE nas emissões globais continuou a diminuir para 5,8%. 

Além disso, as emissões de gases com efeito de estufa per capita na UE (7,1 toneladas de CO₂eq por habitante) continuaram a aproximar-se da média mundial, de 6,6 toneladas de CO₂eq por habitante. Importa referir que os dados da EDGAR têm uma base diferente da utilizada para acompanhar os progressos da UE em relação às suas metas, que se baseia no Inventário de Gases com Efeito de Estufa da União Europeia.

Os dados mostram ainda que seis dos 16 maiores emissores conseguiram reduzir as suas emissões em 2025, incluindo a Austrália, o Brasil e o Japão.

A Turquia registou o maior aumento relativo entre os principais emissores (+4,2%), a par do Irão e da Arábia Saudita.

O mesmo estudo mostra ainda que, em 2025, o setor do uso do solo, alterações do uso do solo e silvicultura foi uma fonte líquida de cerca de 0,9 gigatoneladas (Gt) de CO₂eq a nível mundial, o equivalente a 1,6% das emissões globais de gases com efeito de estufa desse ano, também devido ao contributo dos incêndios florestais.

A desflorestação libertou 3,7 Gt de CO₂, anulando mais do dobro da quantidade removida pelos sumidouros do setor LULUCF a nível mundial. Já os incêndios florestais geraram 2,2 Gt de emissões de CO₂eq em todo o mundo em 2025. Embora este valor tenha ficado abaixo da média histórica de longo prazo, registaram-se picos regionais.

Na União Europeia, o setor LULUCF manteve-se “como um sumidouro florestal líquido”, removendo cerca de 0,2 Gt de CO₂eq. No entanto, os níveis de remoção de carbono foram inferiores aos registados em 1990, em parte devido ao aumento das emissões regionais associadas aos incêndios florestais entre 2024 e 2025, que cresceram 40%.

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